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Visão geral Desenho de programas Pesquisa Facilitação e governança Aprendizagem com dados Transferência de metodologias
Visão geral

Jovens mulheres, especialmente em situação de vulnerabilidade, crescem muitas vezes em contextos onde normas sociais, expectativas familiares e experiências de vida limitam aquilo que acreditam ser possível para si mesmas.

Por isso, uma dimensão central das nossas abordagens focadas no indivíduo é trabalhar o que chamamos de poder interno — a confiança, a consciência de si e a capacidade de agir sobre a própria vida. Para explicar como este processo acontece, utilizamos o modelo cebola.

Introspecção

Criamos espaços seguros para que jovens mulheres possam olhar para as suas histórias, identidades e experiências de vida. Este momento permite reconhecer os factores — pessoais e sociais — que moldaram as suas trajetórias até aqui.

Consciência

A partir dessa reflexão, passam a compreender melhor as suas habilidades, limites e o papel das normas sociais nas escolhas que fazem. Ao partilharem experiências com outras jovens em situações semelhantes, surge também um forte sentido de solidariedade e pertença.

Escolha e controlo

Com maior consciência de si mesmas, tornam-se mais capazes de tomar decisões sobre o seu futuro. Passam a avaliar oportunidades com mais clareza, assumir responsabilidade pelas próprias escolhas e exercer maior controlo sobre as suas trajectórias pessoais e profissionais.

Ao longo de mais de uma década de trabalho, observamos que o fortalecimento do poder interno é uma das mudanças mais profundas relatadas pelas próprias participantes.

Quando jovens mulheres fortalecem a sua relação consigo mesmas, tornam-se também mais abertas a desenvolver competências, construir relações profissionais e aproveitar oportunidades económicas.

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Método

Metodologias Participativas

Empoderamento EconómicPoder InternoMetodologias ParticipaMonitoramento, AvaliaçProgramação Adaptativa

Não desenhamos soluções sozinhos. A participação é mais do que um princípio das nossas intervenções — é o nosso modo de trabalhar e gerar resultados.

Na MUVA, acreditamos que soluções duradouras surgem quando as pessoas que vivem os problemas participam activamente na construção das respostas. Utilizamos metodologias participativas em todos os nossos processos, seja no trabalho com jovens, governos, empresas ou organizações da sociedade civil.

A nossa abordagem inspira-se em duas tradições pedagógicas fundamentais. A primeira vem da abordagem freiriana, que entende a educação como um processo de leitura crítica da realidade — condição necessária para a transformar. A segunda vem da aprendizagem activa, baseada no princípio de aprender fazendo. Combinámos estes princípios com lente de género, permitindo compreender as relações de poder que moldam indivíduos e sistemas.

Na prática, isso significa criar espaços estruturados de reflexão, diálogo e experimentação, onde diferentes actores podem analisar desafios comuns, testar soluções e aprender ao longo do processo – com método, estrutura, foco em entrega e, sim, muita criatividade!

Esses processos são conduzidos por facilitadores formados pela MUVA, responsáveis por facilitar dinâmicas baseadas em interacção, experiência colectiva e resolução de problemas.

Ao longo do tempo, estas metodologias foram testadas, refinadas e adaptadas em diferentes contextos — inicialmente em Moçambique e posteriormente em iniciativas implementadas em países como Chade, Congo, Guiné-Bissau, Zimbabwe, Malawi e Brasil.

Manual · PDF

Manual de Formação de Facilitadores

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Método

Monitoramento, Avaliação & Aprendizagem

Empoderamento EconómicPoder InternoMetodologias ParticipaMonitoramento, AvaliaçProgramação Adaptativa

Boas decisões exigem boas evidências. Usamos dados para melhorar decisões — não apenas para medir resultados.

Na MUVA, a monitoria, avaliação e aprendizagem são mais do que instrumentos de prestação de contas. São ferramentas centrais para entender o que funciona, por que funciona e como melhorar intervenções complexas.

Desenhamos intervenções, desde o princípio, com mecanismos que permitem testar hipóteses, acompanhar resultados em tempo real e ajustar caminhos à medida que novas evidências surgem.

Partimos sempre de três perguntas fundamentais:
• Qual é o problema que queremos resolver?
• Quais são as hipóteses sobre o que pode gerar mudança?
• Que evidências precisamos produzir para testar essas hipóteses?

A partir daí, construímos teorias de mudança claras, definimos indicadores que realmente informem decisões e criamos sistemas de dados que permitem acompanhar o progresso das intervenções de forma prática e contínua.

Combinamos diferentes ferramentas — desde monitoria da rotina e avaliação do impacto até processos estruturados de reflexão e aprendizagem com equipas e parceiros. A escolha das ferramentas depende sempre da natureza do projecto e do momento do ciclo de implementação.

Mais do que medir resultados, buscamos gerar conhecimento útil para melhorar decisões, políticas e programas — e, com isso, ampliar o impacto das intervenções.

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Método

Programação Adaptativa

Empoderamento EconómicPoder InternoMetodologias ParticipaMonitoramento, AvaliaçProgramação Adaptativa

Testamos, aprendemos e adaptamos — continuamente.

A programação adaptativa da MUVA combina pesquisa, implementação e aprendizagem contínua para melhorar intervenções à medida que elas acontecem. Utilizamos dois tipos de metodologia: Utilizamos dois tipos de metodologia:

Programação adaptativa para desenvolver soluções

Quando exploramos novos problemas ou contextos, tratamos intervenções como hipóteses a serem testadas. Antes de desenhar uma solução, investimos em pesquisa para compreender o problema e orientar o desenho inicial da intervenção. A partir daí seguimos um ciclo contínuo de aprendizagem:

Diagrama Programação Adaptativa
Após cada adaptação, a intervenção é novamente implementada e analisada. Em geral, realizamos três ciclos de teste e aprendizagem até chegar a um modelo mais robusto.

No final deste processo, tomamos uma decisão estratégica baseada em evidências: escalar a intervenção ou encerrar a iniciativa.

Programação adaptativa para aprimorar intervenções

Ciclo de Programação Adaptativa
Aplicação da programação adaptativa em intervenções já testadas, com foco em melhorar resultados e resolver desafios de implementação.

Nestes casos, analisamos dados de monitoria, resultados intermédios e feedback de participantes e parceiros para entender o que pode estar a influenciar o cumprimento dos resultados esperados.

A partir dessas evidências, conduzimos processos estruturados de reflexão com equipas e parceiros para identificar ajustes operacionais, adaptar estratégias e melhorar a eficácia da intervenção ao longo do tempo.

Esse processo permite que programas e políticas evoluam continuamente, respondendo melhor aos contextos onde são implementados e aumentando as suas hipóteses de gerar resultados duradouros.

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AceleradoraEmpregos FormaisMo\çambique

ATITUDE - Empregabilidade da juventude

A abordagem MUVA’titude foi desenvolvida com o objectivo de aumentar a empregabilidade das jovens mulheres, através de um curso de formação adaptado às realidades locais, com o objectivo específico de acrescentar à formação técnica duas componentes: o reforço de soft skills exigidos no local de trabalho com foco em questoes genero e a provisão de uma primeira experiência profissional.

O desafio

As pesquisas mostraram a influência das situações socioeconómicas, associadas às barreiras das normas sociais, que impactavam os soft skills dos participantes, particularmente das jovens mulheres.

O que fizemos

Foram realizadas pesquisas para avaliar o grau de aprendizagem, participação e inclusão de jovens em situação de vulnerabilidade nos cursos técnicos e nas primeiras oportunidades de emprego. Observando as barreiras e desigualdades, foi desenhado e estruturado um programa adaptado aos jovens peri-urbanos moçambicanos, para estimular a apropriação de soft skills úteis e atitudes essenciais à integração no mundo laboral. Uma secção específica foi desenvolvida sobre questões de género, adaptada às realidades locais. Ao longo de três anos, mais de 15.000 jovens tiveram acesso a formações de atitudes, técnicas e apoio à inserção em estágios ou empregos. Em paralelo, foi realizada uma investigação contínua para medir atitudes e compreender o impacto em função do sexo, da situação económica e do percurso escolar na inserção no mercado de trabalho.

Abordagem

Na base das pesquisas, foi desenvolvida uma metodologia de aprendizagem adaptada a populações em situação de vulnerabilidade, particularmente mulheres, baseada na pedagogia freiriana, com uma abordagem inclusiva e participativa que, até hoje, é utilizada como referência em todos os projectos da MUVA.

Resultados

A avaliação mista do MUVA'titude (ciclo piloto, 131 participantes em Maputo e Beira) documentou:

• Soft skills: melhoria significativa e sustentada em comunicação, trabalho em equipa, autoconfiança e proactividade — confirmada por observação directa e voz das participantes, e mantida 8 meses após o fim do programa.

• Agência: 84% dos ex-participantes tomam decisões sobre actividades económicas de forma autónoma (vs. grupo de comparação). 74% trabalham e contribuem mensalmente para o agregado (vs. 45%). 64% poupam mensalmente (vs. 39%).

• Actividade económica: 74% das mulheres graduadas têm actividade económica remunerada (vs. 48% do grupo de comparação). 56% em ocupações de maior qualificação (vs. 28%). 11% em emprego formal (vs. 7% da população urbana geral).

Por que importa

Esta abordagem demonstra a importância do desenvolvimento dos de soft skills para proporcionar melhor inserção, maior equidade, melhores relações entre jovens e integração nas empresas.

Parceiro/Financiador: FCDO
Período: 2016 — 2019

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AceleradoraEmpregos FormaisMo\çambique

ASSISTENTES — Primeira experiência profissional em serviços públicos

Criamos oportunidades de primeira experiência profissional para jovens mulheres, ao mesmo tempo que contribuímos para melhorar a qualidade de serviços públicos em contextos de elevada vulnerabilidade (educação, saneamento, segurança).

O que fazemos

Treinamos e inserimos jovens homens e mulheres como assistentes em serviços públicos para que, de um lado, os jovens tenham a sua primeira experiência de trabalho e, ao mesmo tempo, possam contribuir para serviços públicos de mais qualidade para as suas comunidades.

\u2022 Experiência profissional real — Inserção em contexto de trabalho, permitindo que os participantes desenvolvam competências práticas e construam o seu percurso profissional \u2022 Formação e mentoria contínua — Acompanhamento individual e colectivo para fortalecer competências socioemocionais, confiança e planeamento de carreira \u2022 Renda e inclusão financeira — Acesso a uma renda regular advinda de programa público de proteção social com transferência de renda, promovendo autonomia económica, poupança e investimento no futuro

Diferencial

O Assistentes é um modelo que conecta inclusão económica e melhoria de serviços públicos. Ao integrar experiência profissional, mentoria e evidência, o programa gera benefícios simult\u00e2neos para o indivíduo e para o sistema.

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AceleradoraCria\ç\ão de EmpregosMo\çambique

Promover - Crescimento de empresas que criam empregos

O projecto foca-se em empresas cujo crescimento depende directamente da contratação de pessoas e não apenas do investimento em capital ou tecnologia, sendo estas as que mais geram oportunidades reais de trabalho.

O desafio

Moçambique enfrenta um descompasso estrutural: existem muito mais jovens a entrar no mercado de trabalho do que empregos disponíveis. As evidências mostram que são as pequenas empresas, especialmente aquelas com 5 a 49 colaboradores, que mais absorvem esse perfil de jovens. O desafio não é apenas preparar jovens para o mercado, mas aumentar a oferta de empregos onde de facto são criados.

O que fizemos

Apoiamos pequenas empresas a desbloquear o seu potencial de crescimento, através do fortalecimento de capacidades de gestão e operação, apoio à estruturação de planos de crescimento, ligação a oportunidades de mercado e financiamento. Contribuímos para que essas empresas consigam expandir-se de forma sustentável e, consequentemente, contratar mais pessoas.

Abordagem

O Promover parte de uma decisão estratégica: focar em quem efectivamente cria empregos hoje. Num contexto em que grande parte do investimento está orientado para empresas com potencial de escala futura, apostamos no que gera impacto imediato: mais empresas a crescer → mais empregos criados → mais jovens a trabalhar agora. Para a maioria dos jovens, o factor mais determinante para ter um emprego no futuro é simples: ter uma oportunidade de trabalho hoje.

Resultados

O projecto resultou em empresas parceiras com estratégias de recrutamento mais inclusivas e processos de selecção adaptados ao perfil de jovens mulheres em situação de vulnerabilidade. As participantes desenvolveram competências técnicas e socioemocionais que aumentaram a sua empregabilidade e capacidade de retenção no emprego formal.

Por que importa

Em Moçambique, menos de 4% da força de trabalho está no sector formal. Para jovens mulheres urbanas vulneráveis, a barreira de entrada ao emprego formal é dupla: falta de competências e de experiência de um lado, preconceitos de recrutamento do outro. Intervir ao nível das empresas — e não apenas das candidatas — é essencial para criar mudança sistémica e duradoura.

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AceleradoraMeios de VidaMoçambique

Sonho Rural

O projecto apoiou jovens mulheres a fortalecerem a sua autonomia económica e reduzirem a sua vulnerabilidade, especialmente em contextos rurais com acesso limitado a oportunidades de renda.

O desafio

O Sonho Rural foi desenhado para responder às barreiras estruturais que impedem jovens mulheres de participar plenamente na economia, incluindo acesso limitado a mercados, competências, redes e serviços financeiros.

O que fizemos

Desenvolvemos um pacote integrado de fortalecimento económico que combina competências, acesso a recursos e transformação de normas sociais, incluindo:
- Desenvolvimento de competências económicas e empreendedoras
- Formação em literacia financeira, gestão de pequenos negócios e competências para empregabilidade
- Fortalecimento da agência e tomada de decisão
- Trabalho sobre normas sociais, confiança e capacidade de decisão económica
- Acesso a recursos financeiros e oportunidades
- Ligação a grupos de poupança, apoio financeiro inicial e orientação para geração de renda
- Mentoria e acompanhamento contínuo
- Suporte técnico após a formação para apoiar a aplicação prática e sustentabilidade das actividades económicas.

Abordagem

O projecto adoptou uma abordagem bundled que combinou: (1) formação em competências de empregabilidade e empreendedorismo, com foco em iniciativa pessoal e literacia financeira; (2) trabalho sobre normas sociais e poder interno através da metodologia da bolinha roxa; (3) subsídio único de 3.000 MT para investimento autónomo em negócio ou preparação para emprego, reforçando a autonomia e a escolha das participantes. Implementado em ciclos de aproximadamente 6 meses em contextos rurais e periurbanos de 19 distritos.

Resultados

91% das participantes com actividade económica após o programa.
79% com negócio próprio (alcançou o triplo).
70%+ com renda activa 6 meses após o programa.
+14 p.p. em autonomia na tomada de decisõesShape.

Por que importa

O Sonho Rural actua de forma integrada sobre os factores que determinam a inclusão económica de jovens mulheres: competências, acesso a recursos, normas sociais, oportunidades reais. Mais do que formação, o programa cria condições para que as participantes consigam iniciar, sustentar e expandir actividades económicas em contextos de elevada vulnerabilidade.

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AceleradoraMeios de VidaMoçambique

Kufungula Muae - Abrindo Oportunidades

O projecto visa fortalecer os sistemas alimentares e promover o emprego juvenil nas cadeias de valor agrícolas, através da capacitação em empreendedorismo, inclusão financeira e ligação a mercados. Procura-se aumentar a participação activa das mulheres, bem como melhorar a renda e a empregabilidade dos jovens, através de acções integradas de formação, inclusão produtiva e ligação ao mercado de trabalho.

O desafio

Baixo acesso dos jovens, especialmente mulheres, a oportunidades de emprego e geração de renda nas cadeias de valor agrícolas, devido à fraca capacitação em negócios, limitado acesso a serviços financeiros e pouca ligação aos mercados e ao sector privado. Para além disso, mostraram-se presentes desigualdades de género que reduzem o poder de decisão e a participação económica das mulheres nos agregados familiares e nas actividades produtivas.

O que fizemos

Capacitámos jovens mulheres e homens em Iniciativa Pessoal, normas sociais, habilidades agrícolas e financeiras.

Abordagem

Foi usada a Metodologia Freiriana, abordagens de aprendizagem activa e transformadora e iniciativa pessoal, com uma perspectiva de género e normas sociais.

Resultados

99,7% dos participantes transitaram para o YIW (Youth in Work).

Por que importa

Rendimentos mais diversificados e maior acesso a mercados melhoram a autonomia, o poder de decisão e as condições de vida das mulheres e seus agregados familiares.

Parceiro/Financiador: PMA, Mastercard Founfation
Período: 2023 — Em curso

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AceleradoraPesquisaMaputoBeiraNampula

Realiza - RCT para empreendedorismo feminino

Programa que apoia mulheres empreendedoras a ultrapassarem desafios associados a normas sociais, acesso a serviços financeiros, mercados e redes.

O desafio

Jovens mulheres enfrentam barreiras sociais para liderar os negócios, escassez de acesso a microcrédito e acesso a informação sobre processos de formalização.

O que fizemos

Implementámos um programa de apoio a mulheres empreendedoras combinando formação em competências de negócio, acesso a serviços financeiros e criação de redes de mercado, com abordagem de género integrada.

Abordagem

A abordagem combina o modelo EEM com metodologias participativas e adaptativas. Inclui um componente de RCT (ensaio controlado aleatório) para gerar evidência robusta. Partimos de diagnóstico das barreiras específicas de cada participante — visíveis e invisíveis — para co-desenhar soluções ajustadas ao contexto.

Resultados

Empreendedoras mais informadas e confiantes estão mais capacitadas para gerir o seu negócio, fazê-lo crescer, e para criar parcerias com outras mulheres.

Por que importa

O REALIZA combina apoio técnico com transformação de normas, gerando resultados mais duradouros. O componente RCT gera evidência rigorosa para influenciar políticas públicas de empreendedorismo feminino.

Parceiro/Financiador: Banco Mundial
Período: 2022 — 2023

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AceleradoraMicroempreendedorismoMoçambique

PAM Verde

Um programa de aceleração de micro-negócios que apoia mulheres, sobretudo em contextos de maior vulnerabilidade, a aumentar renda, fortalecer os seus negócios e adoptar práticas economicamente e ambientalmente sustentáveis.

O desafio

Micro-empreendedoras operam em contextos de baixa renda, alta vulnerabilidade e pouca previsibilidade, enfrentando:
- Baixa capacidade de gestão e planeamento
- Limitações de acesso a mercado e financiamento
- Pouca margem para investir ou crescer
- Práticas produtivas pouco eficientes ou ambientalmente insustentáveis - Programas tradicionais que não conseguem responder a essa complexidade de forma integrada.

O que fizemos

O que fizemos:
- Implementação de ciclos de aceleração com metodologias participativas
- Desenvolvimento de capacidades técnicas e comportamentais das empreendedoras
- Teste e prototipagem de soluções de negócio adaptadas ao contexto local
- Conexão directa com oportunidades económicas e financeiras.

Abordagem

O PAM Verde combina desenvolvimento de capacidades, mudança de comportamento e acesso a oportunidades reais:
- Bootcamps e acompanhamento individual para fortalecer competências empresariais, financeiras, negociação e uso de ferramentas (incluindo IA)
- Consciência ambiental e de género, integrada no desenvolvimento do negócio
- Metodologia de Human-Centered Design (HCD) para testar e adaptar soluções ao contexto real das empreendedoras
- Facilitação de acesso a mercados e financiamento, conectando participantes a oportunidades concretas.

Resultados

As participantes passaram a:
- Gerir os seus negócios com mais estratégia e consistência
- Tomar decisões económicas mais informadas
- Reduzir custos e melhorar práticas produtivas
- Aceder a novas oportunidades de mercado
- Aumentar e estabilizar a renda.

Por que importa

O PAM Verde mostra que aumentar a renda de forma sustentável exige mais do que capacitação: é preciso combinar competências, mudança de comportamento e acesso real a oportunidades, tudo adaptado ao contexto das empreendedoras.

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AceleradoraPesquisaMicroempreendedorismoMoçambique

MAIS - empreendedorismo para vendedoras informais

O treinamento da MUVA+ visou reconhecer as habilidades que vendedoras de produtos perecíveis em mercados informais possuem e apresentar novas ferramentas que as ajudaram a dar passos adiante, prosperando no negócio e na vida.

O desafio

Mulheres com um nível baixo de literacia e numeracia enfrentam uma maior vulnerabilidade na gestão dos seus negócios e na obtenção de lucros.

O que fizemos

Treinamento em ferramentas de gestão de negócios e habilidades socioemocionais adaptadas às necessidades das empreendedoras. As ferramentas de gestão de negócio contemplam literacia financeira, poupança, investimento, análise da concorrência e do perfil do cliente.
As Habilidades socioemocionais para empreendedores de sucesso incluem a superação de barreiras, criatividade, inovação, pró-atividade e saber resolver problemas.

Abordagem

A metodologia utilizada no programa MUVA+ foi o PDIA (Adaptação Iterativa Orientada por Problemas). As participantes tinham 2 encontros presencias por semana, durante 6 meses, onde aprendiam e debatiam ferramentas de negócios e mecanismos de fortalecimento.

Resultados

Avaliação em 3 ciclos (2018-2019): evidência de melhoria em práticas e resultados de negócio. Ciclo 2 (com grupo de comparação): lucros das participantes cresceram mais do que o grupo de controlo. 76% das participantes tomaram acções concretas para aumentar vendas ao final (vs. 13% na baseline). Participantes relataram maior autoconfiança e melhores práticas de gestão financeira.

Por que importa

As vendedoras informais de mercados urbanos são frequentemente tratadas como "survivalists" sem potencial de crescimento. O MUVA+ demonstrou o contrário: com o suporte certo que combina habilidades técnicas com autoeficácia, estas mulheres são capazes de transformar os seus negócios e as suas vidas.

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ConsultoriaDesenho de ProgramasBrasil

Apoio a secretarias municipais e estaduais no desenho de políticas e programas de educação

O projecto apoia secretarias municipais e estaduais no fortalecimento de políticas e programas educacionais por meio de uma abordagem estruturada e participativa. Iniciamos com um levantamento de dados quantitativos e qualitativos, buscando compreender o contexto local, os desafios enfrentados e as práticas já existentes. Essa etapa permite construir uma base sólida de evidências para orientar as decisões ao longo do processo. A partir desse diagnóstico, realizamos oficinas participativas com as equipas das secretarias, promovendo espaços de reflexão e autoanálise sobre suas práticas, capacidades institucionais e prioridades estratégicas. Essas oficinas são desenhadas para estimular a troca de experiências, o alinhamento interno e a identificação de oportunidades de aprimoramento, valorizando o conhecimento dos próprios actores envolvidos. Com base nesses insumos, facilitamos a construção colectiva de teorias da mudança, conectando objectivos, actividades e resultados esperados em direcção a um impacto comum. Por fim, apoiamos a sistematização e escrita da política ou programa, consolidando directrizes, estratégias e instrumentos que orientem a sua implementação de forma clara, coerente e baseada em evidências.

O desafio

Secretarias municipais e estaduais podem enfrentar desafios para planejar e implementar políticas de forma estruturada, com base em evidências e alinhamento interno. A ausência de diagnósticos aprofundados, espaços de reflexão coletiva e ferramentas claras de planejamento resulta em ações fragmentadas, baixa continuidade entre gestões e menor efetividade dos programas, dificultando a geração de impacto consistente na aprendizagem e na gestão educacional.

O que fizemos

A MUVA realizou um levantamento aprofundado de dados para compreender o contexto educacional das secretarias, combinando análise de informações existentes com escuta ativa de gestores e equipes técnicas. A partir disso, conduziu oficinas participativas que permitiram às próprias secretarias realizar um autodiagnóstico de suas práticas, capacidades institucionais e desafios prioritários, promovendo alinhamento interno e maior clareza sobre seus objetivos estratégicos.

Com base nesses insumos, a MUVA facilitou a construção coletiva de teorias da mudança, conectando de forma estruturada as atividades, resultados e impactos esperados das políticas e programas. Por fim, apoiou a sistematização e redação dos documentos orientadores, consolidando diretrizes, estratégias e instrumentos de implementação em uma política coerente, prática e baseada em evidências.

Abordagem

A metodologia da MUVA integra análise de dados, facilitação participativa e estruturação técnica em um processo contínuo. Iniciamos com levantamento de dados e escuta de atores-chave para compreender o contexto e as práticas existentes. Em seguida, realizamos oficinas colaborativas que promovem o autodiagnóstico e o alinhamento de prioridades pelas próprias equipes das secretarias. A partir desses insumos, facilitamos a construção de teorias da mudança e, por fim, sistematizamos e redigimos os documentos, traduzindo o trabalho coletivo em políticas e programas claros, estruturados e orientados à implementação.

Resultados

Secretarias parceiras com planos de acção estruturados e capacidade técnica fortalecida para desenhar, monitorar e adaptar políticas educacionais. Processo participativo que gerou apropriação interna das ferramentas.

Por que importa

O trabalho vai além da entrega de uma política ou programa específico, pois fortalece a capacidade das secretarias para planear, implementar e avaliar as suas acções de forma mais estratégica e sustentável. Ao promover uma análise baseada em evidências, alinhamento interno e construção colectiva, o processo gera maior apropriação pelas equipas e aumenta as probabilidades de continuidade das iniciativas ao longo do tempo, mesmo diante de mudanças de gestão.

Além disso, contribui para a consolidação de uma cultura institucional mais orientada a resultados, aprendizagem e tomada de decisão qualificada, com potencial de influenciar outras políticas e áreas da gestão pública. O impacto é ampliado para além do projecto, fortalecendo sistemas educativos mais eficazes, coerentes e responsivos às necessidades dos territórios.

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ConsultoriaMELBrasil

Monitoramento, avaliação & aprendizagem da Rede Amazônia + Conectada

Desenvolvimento e implementação do sistema de monitoramento, avaliação e aprendizagem do programa Rede Amazônia + Conectada implementada pela parceira Mais Unidos. O programa visa levar internet e formação profissional a milhares de pessoas que vivem em comunidades ribeirinhas em Juruti, no Baixo Amazonas.

O desafio

Desenhar um sistema de monitoramento e avaliação que focasse em aprendizagem e colocasse os participantes no centro do modelo.

O que fizemos

Desenvolvemos a Teoria da Mudança do programa, a tabela de indicadores e os questionários aplicados em linhas de meio e de fim durante as três fases de implementação do Rede Amazônia + Conectada. Para além disso, treinamos as equipes de coleta de dados em campo e analisamos os dados coletados.

Abordagem

Adoptámos a abordagem de MEL adaptativo da MUVA: sistemas de recolha de dados desenhados a partir das necessidades dos implementadores, com ciclos curtos de reflexão e adaptação. A Teoria da Mudança foi co-construída com a equipa e revisitada regularmente.

Resultados

Sistema de monitoramento e avaliação implementado e operacional, com indicadores alinhados à Teoria da Mudança. Questionários validados e aplicados em linhas de meio e fim de programa. Equipa do programa com maior capacidade de usar dados para adaptar a programação em tempo real.

Por que importa

Sistemas de M&A que colocam os participantes no centro geram dados mais relevantes e úteis. A abordagem MUVA demonstra que é possível conciliar rigor técnico e aprendizagem real mesmo em contextos de alta complexidade como programas de rede multi-actor.

Parceiro/Financiador: Mais Unidos

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