O que fazemos
Do terreno
aos sistemas
Actuamos em duas frentes complementares: implementação directa em Moçambique e consultoria e pesquisa para quem opera no Sul Global.
Explore ambas abaixo.
Do indivíduo ao ecossistema, aceleramos o acesso de jovens e mulheres em situação de vulnerabilidade a melhores oportunidades econômicas em Moçambique — apoiando-os a atingir seu potencial e a avançar no mercado de trabalho, em um ecossistema mais inclusivo.
Oferecemos serviços de assistência técnica e pesquisa para governos, financiadores, empresas e organizações que atuam no Sul Global, transformando evidências em ação e facilitando processos participativos que convertem desafios complexos em soluções.
Nosso impacto
História
Nascemos em 2015 como um programa de £20 milhões da UKAID em Moçambique. Em 2020, tornamo-nos uma organização independente e, hoje, somos uma Fundação com presença em Moçambique, no Brasil e em outros países africanos — levando conhecimento e impacto onde mais importa.
Ver história completa →MUVA em movimento
Parceiros & Financiadores















Contacto
info@muvamoz.org
Atuação
A MUVA combina implementação direta com consultoria e produção de conhecimento aplicado.
Nosso modelo dual garante que os serviços de consultoria que prestamos permaneçam ancorados na realidade do terreno e que nossa implementação esteja constantemente informada pelas melhores práticas e evidências do campo do desenvolvimento socioeconômico.
Em Moçambique, atuamos como Aceleradora de Oportunidades Económicas, desenvolvendo e implementando programas que apoiam jovens — especialmente mulheres — a acessar oportunidades económicas dignas e sustentáveis. Com a prática, produzimos evidências, metodologias e aprendizagens concretas sobre o que funciona, em que contextos e por quê.
O conhecimento gerado na Aceleradora alimenta o nosso pilar Consultoria. A partir de nossos escritórios em Moçambique e no Brasil, trabalhamos com governos, terceiro setor, financiadores e com o setor privado no Sul Global. Apoiamos o desenho de programas, fortalecemos governança e capacidades institucionais e promovemos sistemas de monitoramento, avaliação e aprendizagem que aumentem a eficácia de intervenções sociais.
Não iremos escalar replicando diretamente programas da MUVA em vários países. Buscamos instituições engajadas e conhecedoras de seus próprios contextos, com quem possamos, a partir de nossas metodologias, evidências e aprendizagens, desenvolver soluções para seus próprios desafios e promover mudanças sistêmicas. Juntos.
Do indivíduo ao ecossistema, aceleramos o acesso de jovens e mulheres a mais oportunidades econômicas.
Assistência técnica e pesquisa para governos, financiadores e organizações no Sul Global.
Sobre
Acreditamos que transformar trajetórias começa por reconhecer as barreiras estruturais que limitam a inclusão socioeconómica.
Nosso trabalho é movido pela ambição de reduzir a pobreza e desafiar abordagens convencionais de desenvolvimento — enfrentando as causas profundas da desigualdade e as normas sociais que impedem mulheres e jovens de acessar oportunidades econômicas reais.
Acreditamos no poder do coletivo. Ancoramos cada intervenção e cada metodologia em pesquisa rigorosa, aprofundamento técnico e testagem contínua. O monitoramento, a avaliação e a aprendizagem estão no centro de tudo o que fazemos — tornando nossa atuação adaptativa, inovadora e sempre pertinente ao contexto local.
Sobre
Tema
Enfrentamos barreiras individuais e sistémicas para ampliar a autonomia económica de mulheres.
Tema
Transformamos potencial em trabalho digno, com indivíduos e sistemas.
Tema
Trabalhamos para que a transformação digital amplie — e não limite — a participação económica.
Tema
Atuamos para que a transição climática inclua quem vive e trabalha nos territórios onde os recursos estão.
Tema
Fortalecemos a construção de políticas públicas com evidência, participação e aprendizagem.
Sobre
Método
Metodologia que integra competências, acesso a oportunidades econômicas e agência como elementos essenciais para o alcance do empoderamento econômico.
Método
Processo estruturado de introspecção, consciência e tomada de decisão, que fortalece jovens mulheres para agirem sobre as suas próprias trajetórias.
Método
Desde o jovem do terreno a secretarias de governo, montamos espaços estruturados de reflexão e diálogo nos quais pessoas diversas conseguem definir estratégias comuns.
Método
Sistema que vai além do relatório para o financiador e utiliza os dados produzidos para tomar decisões executivas.
Método
Modelo de gestão que utiliza dados da implementação para ajustar estratégias em tempo real e sem perder o rumo.
Ao longo da última década, testámos e comprovámos que a intersecção entre competências, acesso a oportunidades económicas e agência potencializa o empoderamento económico de jovens mulheres.
Ao mesmo tempo, reconhecemos que normas sociais, políticas públicas e as próprias condições dos territórios influenciam profundamente as possibilidades de jovens mulheres desenvolverem todo o seu potencial.
As nossas intervenções actuam a nível individual e a nível sistémico e demonstram que, quando essas dimensões se encontram, mulheres transformam as suas trajectórias económicas e de vida.
Jovens mulheres, especialmente em situação de vulnerabilidade, crescem muitas vezes em contextos onde normas sociais, expectativas familiares e experiências de vida limitam aquilo que acreditam ser possível para si mesmas.
Por isso, uma dimensão central das nossas abordagens focadas no indivíduo é trabalhar o que chamamos de poder interno — a confiança, a consciência de si e a capacidade de agir sobre a própria vida. Para explicar como este processo acontece, utilizamos o modelo cebola.
Introspecção
Criamos espaços seguros para que jovens mulheres possam olhar para as suas histórias, identidades e experiências de vida. Este momento permite reconhecer os factores — pessoais e sociais — que moldaram as suas trajetórias até aqui.
Consciência
A partir dessa reflexão, passam a compreender melhor as suas habilidades, limites e o papel das normas sociais nas escolhas que fazem. Ao partilharem experiências com outras jovens em situações semelhantes, surge também um forte sentido de solidariedade e pertença.
Escolha e controlo
Com maior consciência de si mesmas, tornam-se mais capazes de tomar decisões sobre o seu futuro. Passam a avaliar oportunidades com mais clareza, assumir responsabilidade pelas próprias escolhas e exercer maior controlo sobre as suas trajectórias pessoais e profissionais.
Ao longo de mais de uma década de trabalho, observamos que o fortalecimento do poder interno é uma das mudanças mais profundas relatadas pelas próprias participantes.
Quando jovens mulheres fortalecem a sua relação consigo mesmas, tornam-se também mais abertas a desenvolver competências, construir relações profissionais e aproveitar oportunidades económicas.
Sobre
De programa piloto a Atuação global — mais de uma década de impacto em Moçambique e além.
Vitória no concurso da DFID (hoje FCDO) e início do programa de testagem e escalamento de modelos de empoderamento económico feminino em Moçambique.
Transição de programa para ONG, expandindo abordagens de resultados comprovados.
Lançamento do primeiro capítulo internacional no Brasil e criação do braço de consultoria.
Transição para Fundação, consolidando a MUVA como referência nacional e lançamento da estratégia 2025–2030 com foco em ampliar escopo temático e geográfico.
A MUVA nasceu como um programa de £20 milhões financiado pelo Foreign, Commonwealth & Development Office (FCDO) do Reino Unido, criado para testar, adaptar e escalar modelos inovadores de empoderamento económico feminino em Moçambique.
Ao longo da implementação do programa, desenvolvemos e refinamos abordagens que combinam desenvolvimento de competências, transformação de normas sociais e conexão com oportunidades económicas. Os resultados alcançados abriram caminho para um novo passo institucional.
Em 2020, a MUVA tornou-se uma organização moçambicana independente, permitindo dar continuidade ao trabalho iniciado pelo programa e expandir as metodologias e intervenções que haviam demonstrado impacto.
Em 2023, lançámos nosso primeiro capítulo internacional no Brasil e instituímos nosso braço de consultoria, reforçando o compromisso de construir uma plataforma de acção e conhecimento liderada pelo Sul Global.
Em 2025, tornamo-nos uma Fundação, consolidando a MUVA como uma referência nacional em empoderamento económico feminino e desenvolvimento económico inclusivo em Moçambique.
Essa transição marcou também o início de uma nova fase estratégica, com o objectivo de ampliar o escopo temático e geográfico da nossa actuação e fortalecer o apoio técnico a governos, organizações e parceiros.
Sobre
As pessoas por trás da MUVA.
Equipe
Nenhum membro encontrado.
Sobre
O nosso trabalho é possível graças a uma rede de parceiros que partilham a nossa visão.
Apoio Financeiro
Parceiros de Implementação
Parceiros Estratégicos
Sobre
Estamos em Moçambique e no Brasil — e onde o impacto precisar.
Atuação
É na Aceleradora MUVA que transformamos metodologias em oportunidades económicas concretas para mulheres e jovens moçambicanos.
Trabalhamos diretamente com participantes para expandir o acesso a trabalho digno e geração de renda, apoiando-os a desenvolver competências essenciais e a conectar-se a oportunidades reais no mercado.
Nossa atuação combina três frentes complementares. Promovemos inserção, ascensão e inclusão no emprego formal, fortalecemos nano e micro negócios que geram meios de vida sustentáveis em zonas rurais e urbanas e, por meio do nosso Laboratório de Inovação, desenvolvemos e testamos novas soluções para ampliar oportunidades económicas em contextos em constante transformação.
Essa combinação permite que a Aceleradora funcione como uma plataforma de implementação, aprendizagem e inovação, onde novas abordagens são testadas, aperfeiçoadas e posteriormente escaladas ou adaptadas para novos contextos.
Destaques
Aceleradora de Oportunidades Econômicas
O acesso ao primeiro emprego muda tudo.
Nossos programas já apoiaram milhares de jovens e mulheres a aceder ao seu primeiro emprego formal, criando pontes entre talentos sub-representados e empresas que procuram profissionais preparados para o mercado de trabalho.
Ampliamos o acesso de jovens e mulheres ao emprego formal, fortalecendo competências técnicas e socioemocionais alinhadas às exigências do mercado de trabalho. Actuamos em articulação com empresas, instituições públicas e outros actores do ecossistema para criar pontes entre formação e oportunidades reais de inserção laboral.
A nossa abordagem parte do reconhecimento de que a expansão do emprego formal depende de acções coordenadas a diferentes níveis — desde a preparação de jovens para o mercado de trabalho até o fortalecimento de ambientes institucionais e empresariais mais inclusivos.
Áreas de atuação
Área
Preparação para o Emprego
Competências técnicas e socioemocionais que ligam jovens ao mercado de trabalho.
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Lideranças Inclusivas
Culturas organizacionais mais diversas, equitativas e produtivas.
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Criação de Emprego
Mais e melhores oportunidades de emprego formal para jovens e mulheres.
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Fortalecimento do Ecossistema
Redes, parcerias e políticas que sustentam o emprego inclusivo.
Ver área →Aceleradora de Oportunidades Económicas
Gerar renda sustentável fora do emprego formal é o caminho possível para a maioria das mulheres e jovens em Moçambique.
Trabalhamos com pessoas que sustentam a si e suas famílias a partir do que têm — uma machamba, uma banca no mercado, um pequeno negócio no bairro. Nossos programas apoiam mulheres e jovens a fortalecer essas bases, aumentar sua renda e ampliar sua autonomia económica.
Atuamos em dois contextos distintos com lógicas próprias. Nas zonas rurais, trabalhamos com agricultores e microempreendedores que dependem da terra e de pequenas atividades económicas para sustentar suas famílias — fortalecendo capacidades produtivas, de gestão e de agência pessoal. Nas cidades, apoiamos mulheres que já têm um negócio e querem fazê-lo crescer — removendo as barreiras que limitam seu acesso a mercados, financiamento e redes.
Em ambos os casos, o princípio é o mesmo: reconhecemos que a inclusão produtiva exige fortalecer confiança para tomadas de decisão mais embasadas, adaptar as intervenções ao contexto local e remover as barreiras — econômicas, sociais e estruturais — que limitam o crescimento. É com essa visão que desenhamos e implementamos nossos programas de meios de vida — e medimos com rigor o que muda.
Áreas de atuação
Área
Microempreendedorismo Urbano
Fortalecimento de negócios de pequena escala em contextos urbanos informais.
Ver área →Área
Fortalecimento de Meios de Vida em Zonas Rurais
Desenvolvimento de competências e oportunidades económicas em comunidades rurais.
Ver área →Aceleradora · Laboratório
No laboratório, aplicamos o Método MUVA de Inovação Social para desenvolver, testar e validar soluções para inclusão económica de jovens e mulheres. Esse processo permite transformar ideias promissoras em modelos comprovados que podem ser implementados em maior escala.
Todas as iniciativas implementadas pela MUVA nas frentes de Empregos Formais e Meios de Vida passaram por esse processo de experimentação e aprendizagem que combina três princípios centrais:
Evidência
Partimos sempre de investigação aprofundada para compreender os desafios e formular uma hipótese de intervenção a ser testada.
Experimentação
Desenhamos e testamos novas intervenções em pequena escala, frequentemente em parceria com actores públicos, privados e da sociedade civil.
Aprendizagem contínua
Utilizamos dados gerados durante a implementação para adaptar as soluções em tempo real, fortalecendo o que funciona e ajustando o que não gera os resultados esperados.
Como o método funciona
Identificação do desafio
Começamos com um desafio concreto de inclusão económica.
Investigação aprofundada
Mapeamos barreiras e formulamos uma hipótese de intervenção.
Desenho da solução
Com base nas evidências, desenhamos a intervenção.
Teste no terreno
Implementação em pequena escala para gerar evidências.
Aprendizagem e adaptação
Dados do terreno ajustam o modelo em três ciclos.
Validação e escala
Avaliamos resultados e potencial de escala.
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Atuação
Transformamos conhecimento em ação.
Oferecemos serviços de consultoria e pesquisa para quem enfrenta desafios complexos de desenvolvimento socioeconômico. Desenhamos programas e políticas públicas, produzimos evidência, estruturamos sistemas de aprendizagem, fortalecemos governança e reforçamos capacidades institucionais.
Nossos parceiros são organizações da sociedade civil, governos, empresas e organismos bi e multilaterais.
Valorizamos a produção de conhecimento e evidência lideradas a partir do Sul Global. Combinamos rigor analítico, metodologias participativas e experiência prática de implementação. Nossas soluções são, simultaneamente, robustas tecnicamente e viáveis nos contextos em que são aplicadas.
MUVA Consulting International
Intervenções eficazes começam com um bom desenho.
O aperfeiçoamento vem com a aprendizagem.
Compreender o desafio
Realizamos diagnóstico territorial, análise de dados e escuta de actores-chave para compreender barreiras estruturais e identificar oportunidades de intervenção.
Desenhar a intervenção e os mecanismos de aprendizagem
Apoiamos parceiros a estruturar a estratégia de intervenção e o desenho operacional — incluindo teoria de mudança, modelo de implementação, indicadores e sistema de monitoramento — integrando mecanismos de aprendizagem desde o início.
Aprender com a implementação
Utilizamos dados de monitoria e evidências adicionais para apoiar instituições implementadoras a reflectir sobre os resultados alcançados e ajustar as suas estratégias para fortalecer o impacto do programa.
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MUVA Consulting International
Produzimos evidência orientada para decisão — ancorada na prática e nos contextos em que programas e políticas são implementados.
A investigação é central para compreender desafios complexos e apoiar decisões mais eficazes. Desenhamos e conduzimos pesquisas que vão além da análise: geram conhecimento aplicado para informar políticas públicas, programas e estratégias setoriais.
O nosso diferencial está na combinação entre rigor metodológico e experiência direta de implementação. Produzimos evidência que não apenas explica o que está a acontecer, mas ajuda a testar caminhos, ajustar intervenções e melhorar resultados ao longo do tempo.
As nossas pesquisas podem informar o desenho e o aprimoramento de programas específicos, bem como gerar conhecimento estratégico sobre sectores e temas do desenvolvimento, contribuindo para orientar políticas públicas e decisões de investimento.
Valorizamos a produção de evidência liderada a partir do Sul Global, garantindo que a investigação reflita as realidades institucionais e sociais onde políticas e programas são implementados. Nossa equipe interna e nossa rede global de pesquisadores especializados está baseada, majoritariamente, entre América Latina e Sul da África.
Pesquisa quantitativa e métodos experimentais
Avaliamos o impacto de intervenções para identificar o que funciona, para quem e em que condições.
Pesquisa qualitativa e métodos participativos
Aprofundamos a compreensão de contextos, comportamentos e dinâmicas sociais que moldam resultados.
Métodos mistos
Combinamos dados quantitativos e qualitativos para produzir análises integradas e acionáveis.
Pesquisa-ação
Ligamos produção de conhecimento à implementação gerando conhecimento a partir do dia a dia do terreno.
Produzimos conhecimento para potencializar impacto – não apenas para publicação.
Pesquisas em destaque
MUVA Consulting International
Decisões colectivas duradouras exigem processos
que todos reconheçam como legítimos.
Processos que envolvem múltiplas instituições frequentemente enfrentam desafios de coordenação, alinhamento e tomada de decisão.
Apoiamos governos, empresas e organizações da sociedade civil a estruturar e conduzir processos participativos que resultem em decisões legítimas e em acções concretas.
Combinamos facilitação estratégica, mediação institucional e metodologias participativas para apoiar actores diversos a analisar desafios, alinhar interesses e definir caminhos de acção.
Construir diagnósticos compartilhados
Facilitamos processos de escuta e análise colectiva para compreender desafios complexos a partir das perspectivas de diferentes actores.
Alinhar instituições e mediar interesses
Utilizamos técnicas de facilitação estruturada e mediação para apoiar a construção de consensos e o alinhamento entre instituições com diferentes responsabilidades e interesses.
Traduzir diálogo em decisões e acção
Apoiamos grupos multi-actores a transformar discussões estratégicas em prioridades claras, estratégias e planos de acção concretos.
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MUVA Consulting International
Dados existem. Decisões não mudam. Por quê?
Muitos programas e instituições coletam dados, produzem relatórios – e continuam tomando decisões da mesma forma. Falta um sistema que transforme dados em aprendizagem. E aprendizagem em ação.
Nosso sistema transforma dados em decisão estratégica
Apoiamos organizações a estruturarem sistemas de Monitoramento, Avaliação e Aprendizagem que permitem tomar melhores decisões, mais rápido – e ajustar intervenções ao longo da implementação.
Focamos em:
Como funciona
01 — Diagnóstico e Planejamento
Começamos por entender o programa por dentro — suas lógicas, seus sistemas, suas tensões. A partir daí, elaboramos ou revisamos a Teoria da Mudança, o plano de monitoramento, os indicadores e as metas do período, e construímos um plano de ação concreto.
Tudo isso acontece em oficinas participativas com os atores-chave — para garantir que quem implementa entenda o que o programa quer alcançar e se reconheça como parte responsável por fazer isso acontecer.
02 — Ciclos de Aprendizagem
Depois de cada rodada de implementação, voltamos. Em oficinas de reflexão estruturadas, usamos os dados do próprio programa como fio condutor: o que funcionou, o que não funcionou, o que precisa mudar. Cada ciclo termina com decisões claras de adaptação — e começa um novo ciclo.
Esse processo se repete duas a três vezes. Não é auditoria. É aprendizagem em movimento.
03 — Decisão Estratégica
No ciclo final, a pergunta não é mais “como melhorar” — é “o que fazer agora”. Essa intervenção, nesse contexto, para esse público, está atingindo o que queremos? Vale continuar? Escalar? Replicar? Encerrar?
A oficina é estruturada para que os dados acumulados em todos os ciclos sustentem uma decisão acordada — não imposta, não intuitiva.
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MUVA Consulting International
Transferência de metodologias
Apoiamos instituições a se apropriarem, adaptarem e aplicarem Metodologias MUVA em seus próprios contextos por meio de processos estruturados de transferência de conhecimento, formação e acompanhamento de formadores.
Estas metodologias foram desenvolvidas ao longo de anos de implementação de programas da Aceleradora MUVA, onde foram desenhadas, testadas e aprimoradas em contextos reais.
Os nossos processos de formação incentivam explicitamente a adaptação das metodologias aos contextos locais, fortalecendo a capacidade das instituições de ajustar ferramentas, abordagens e estratégias às realidades institucionais e sociais em que actuam.
Mais do que replicar modelos prontos, o nosso objectivo é apoiar parceiros a apropriarem-se das metodologias e utilizá-las de forma autónoma, adaptando-as para gerar impacto nos seus próprios contextos.
Metodologias disponíveis
Facilitação participativa & formação de facilitadores
Empreendedorismo na base da economia
Habilidades socioemocionais para jovens em situação de vulnerabilidade
Empregabilidade em Foco para Jovens & Formadores
Inclusão económica & empregabilidade juvenil
Lentes de género para programas de desenvolvimento socioeconômico
Liderar com bem-estar, inclusão & produtividade
Como funciona
Como funciona
Diagnóstico inicial
Diagnóstico inicial do contexto da instituição.
Formação de formadores
Preparação e implementação de formação de formadores em grupo.
Mentoria
Acompanhamento periódico do grupo formado para garantir a qualidade da metodologia aplicada, a continuidade do treinamento e apoio na adaptação aos seus contextos.
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Em destaque
Projectos que definem a nossa prática.
Aceleradora · Empregos
LINK — Acesso ao primeiro emprego
Mobilização de jovens com menor acesso a informação digital, com formação e ligação ao mercado de trabalho.
Ver projecto →Aceleradora · Meios de Vida
Kufungula Muae — Abrindo Oportunidades
Aceleração de nano e micro negócios em zonas rurais e cadeias de valor agrícolas.
Ver projecto →Aceleradora · Lideranças
Programas inclusivos de trainee e estágio
Apoiamos empresas a estruturar programas de entrada no mercado de trabalho genuinamente inclusivos.
Ver projecto →Consultoria · Desenho
Desenho de políticas para secretarias de educação
Apoio a secretarias estaduais e municipais no desenho e aprimoramento de programas com foco em planejamento, monitoria e aprendizagem.
Ver projecto →Todos os projectos
Filtre por área ou pesquise por palavra-chave
Uma abordagem concebida à medida das realidades locais para reduzir as barreiras ao trabalho remunerado.
Actividade voltada a fortalecer o engajamento entre empresa e comunidade, melhorando as relações no território e promovendo o desenvolvimento e a inclusão produtiva de jovens locais.
Formação de facilitadoras em metodologia de empreendedorismo MUVA
Programa coordenado pela Muva, através de mecanismo de financiamento da Embaixada da França, que apoia projectos de organizações da sociedade civil para promover a pesca artesanal sustentável e fortalecer a economia azul em Moçambique, através de capacitação, coordenação e articulação entre actores.
Estágios até 6 meses para mulheres em ofícios técnicos, com mentoria para postura profissional.
Pesquisa de normas sociais e acesso ao mercado para mulheres com micro e pequenos negócios.
Programa de aceleração de negócios que apoia pequenas empresas a crescer e criar mais empregos.
Projeto MUVA.
Projecto corporativo que apoia empresas a promover bem-estar, inclusão e produtividade através do diagnóstico da cultura organizacional, formação de lideranças e implementação de práticas inclusivas que fortalecem o desempenho e o engajamento das equipas.
Como garantir que a transição climática seja uma oportunidade para mais pessoas, não apenas para algumas. Em breve.
Guias para lideranças inclusivas com orientações práticas sobre como implementar programas de mentoria e políticas de bem-estar, produtividade, inclusão e segurança psicológica no ambiente de trabalho.
Sonho Rural conribuiu para o fortalecimento económico de jovens mulheres em contextos rurais.
AWEESP (Advancing Women’s Economic Empowerment in Social Protection) é uma iniciativa financiado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, Desenvolvimento e Commonwealth (FCDO) implementado por FSD Moçambique e MUVA com o intuito de complementar o Programa Subsídio da Criança implementado pelo INAS.
Projeto MUVA.
O projecto Raízes Azuis promove a conservação marinha e o desenvolvimento da economia azul em Inhambane através de abordagens comunitárias, inclusivas e orientadas para o empoderamento de mulheres e jovens.
Programa de aceleração de micro-negócios sustentáveis que geram renda e reduzem vulnerabilidades.
Treinamento em numeracia e literacia financeira para vendedoras de produtos perecíveis em mercados informais.
Revisão de evidência sobre como medir competências na transição escola-trabalho.
Frameworks e tipologias de classificação de competências relevantes para o mercado.
Evidência sobre intervenções baseadas na escola para desenvolvimento de competências.
Medição de literacia e numeracia funcional em populações adultas urbanas em Moçambique.
Diagnóstico sobre empregabilidade, aspirações e barreiras de jovens urbanos em Moçambique.
Projeto MUVA.
Avaliação da viabilidade de quatro cadeias de valor em áreas de conservação (parceria Biofund).
Intersecção entre meios de vida verdes e empoderamento económico feminino.
Género e inclusão nas áreas marinhas protegidas de Moçambique.
Potencial de instrumentos financeiros inovadores para emprego de mulheres e jovens urbanos.
Em breve.
Em breve.
Em breve.
Conteúdo em breve.
Criação de campanhas de comunicação para sensibilizar e promover a inclusão no mercado de trabalho, fortalecendo a consciencialização sobre diversidade, equidade de oportunidades e ambientes profissionais mais inclusivos.
Conteúdo em breve.
Conteúdo em breve.
Desenvolvemos e facilitamos trilha formativa e processos de construção coletiva para o grupo técnico do CONSEPLAN, fortalecendo capacidades em monitoramento e avaliação e alinhando práticas entre estados
Projeto MUVA.
Estratégia de género para o programa ENDEV (GIZ), promovendo energias renováveis com foco inclusivo.
Conteúdo em breve.
Sistema de Monitoramento, Avaliação e Aprendizagem para o programa Rede Amazônia + Conectada
Formação de educadoras e estudantes do ensino profissional para o mundo do trabalho, com cursos, mentoria e fóruns de empregabilidade que fortalecem habilidades e conectam com oportunidades.
Conteúdo em breve.
Formação de membros da comunidade LGBTQIA+ em metodologias de empreendedorismo e empregabilidade.
Conteúdo em breve.
Partilha da metodologia MUVA Pro com a GRET, através da parceria MUVA–ESSOR, para replicação internacional.
Formação e certificação de 204 mentores para implementação autónoma e sustentável da componente de fortalecimento económico do DREAMS em 19 distritos.
Projecto que promove o empoderamento económico e social em áreas de conservação para homens e mulheres.
Conteúdo em breve.
Nenhum projecto corresponde aos filtros seleccionados.
Metodologias
Ferramentas e processos replicáveis para implementação de programas.
Evidências
Estudos, avaliações de impacto e pesquisas aplicadas.
Publicações
Relatórios, policy briefs e materiais técnicos.
Perspectivas
Artigos, reflexões e análises de nossa equipa e rede.
Em destaque
Recursos selecionados pela equipa
Explorar todos os recursos
Nenhum recurso encontrado com os filtros seleccionados.
Recursos
Guias práticos para facilitadores e implementadores replicarem as metodologias MUVA.
Empregos Formais
Meios de Vida
Metodologias MUVA
Recursos
Evidências acionáveis produzidas no terreno — qualitativas, quantitativas e pesquisa-ação.
Estudos de impacto
Action Research
Recursos
Resultados, aprendizagens e impacto dos nossos programas.
Empregos Formais
Meios de Vida
Recursos
Estratégia, governança e evolução institucional da MUVA.
Documento estratégico da nova fase da MUVA Fundação. Em preparação.
Empregos Formais
O resultado que nos interessa é concreto: emprego real, com renda, com direitos, com futuro.
Trabalhamos nos dois lados da equação — com quem busca emprego e com quem contrata.
Com os jovens, em especial mulheres, desenvolvemos competências técnicas e socioemocional em conjunto. A prática nos mostrou que as duas dimensões são inseparáveis: saber fazer o trabalho e saber navegar o ambiente profissional são condições igualmente necessárias para a inserção e a permanência. Nossa formação é desenhada para responder às exigências reais dos empregadores parceiros — e os jovens chegam às empresas já alinhados com o que o mercado espera deles.
Com as empresas, respondemos a duas dificuldades recorrentes.
A primeira é a falta de transparência nos processos de recrutamento e seleção — que gera desconfiança, retrabalho e contratações desalinhadas. A segunda é receber candidatos tecnicamente competentes, porém sem a atitude, a disciplina e a postura que o ambiente profissional exige.
Trabalhamos para resolver as duas: apoiamos o processo seletivo com critérios claros e indicamos talentos que chegam preparados — em competência e em atitude.
O que medimos como sucesso: jovens inseridos, contratos assinados, trajetórias que continuam depois que saímos.
Na prática, o que fazemos
Expandimos o pool de talentos
Preparamos jovens para contribuir desde o primeiro dia e desenvolver carreiras profissionais sustentáveis.
Apoiamos empresas a contratar e reter talento
Trabalhamos com empregadores para facilitar a identificação, contratação e integração de profissionais preparados para aprender, adaptar-se e crescer dentro das organizações.
Conectamos talentos e empregadores
Actuamos como ponte entre jovens e empresas, reduzindo barreiras de acesso ao emprego formal.
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Empregos Formais
Cumprir nossa missão exige atuar nos dois lados: preparar quem busca uma oportunidade — e transformar os ambientes que os acolhem.
Atuamos em parceria com lideranças corporativas e equipes de RH para desenhar programas de inserção de jovens talentos, fortalecer culturas organizacionais mais inclusivas e construir pontes entre empresas e as comunidades onde estão inseridas.
Sabemos que produtividade e resultados são a realidade de qualquer negócio — e partimos daí. Queremos agregar, não complexificar.
Nossa abordagem combina diagnóstico, formação e co-criação de planos de ação com responsabilidades claras — porque mudanças que duram precisam fazer sentido, ter estrutura e ser construídas de dentro para fora.
Na prática, o que fazemos
Programas inclusivos de trainee, estágio e primeiro emprego
Desenvolvimento de programas de inserção de jovens talentos em empresas parceiras.
Formação de lideranças
Formação de lideranças em bem-estar, inclusão e produtividade.
Engajamento com comunidades
Estratégias de engajamento com comunidades do entorno.
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Empregos Formais
Há muito mais jovens entrando no mercado de trabalho do que empregos disponíveis. Resolver esse descompasso exige atuar onde os empregos são de facto criados — nas empresas.
As empresas em estágio de crescimento são as que mais absorvem jovens no mercado formal. Grande parte do investimento em desenvolvimento económico foca em empresas com potencial de escala futura — mas o que muda a vida do jovem é ter uma oportunidade de trabalho hoje. Apostamos em quem gera impacto agora.
Trabalhamos com empresas em estágio de crescimento, primordialmente as que são intensivas em pessoal, para identificar os gargalos que travam sua expansão e construir, em conjunto, as condições para superá-los. Isso envolve fortalecer capacidades de gestão e operação, estruturar planos de crescimento sustentável e conectar essas empresas a oportunidades de mercado e financiamento.
A aceleração empresarial é o meio. A geração de emprego de qualidade é o fim. Mais empresas a crescer significa mais empregos criados e mais jovens integrados ao mercado formal com perspectiva de desenvolvimento.
Na prática, o que fazemos
Diagnóstico dos gargalos que travam o crescimento da empresa
Fortalecimento de capacidades de gestão e operação
Apoio ao desenho de planos de crescimento sustentável
Conexão com oportunidades de mercado e parceiros
Acompanhamento individualizado ao longo do ciclo de aceleração
Apoio a sistemas de recrutamento e seleção transparentes
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Empregos Formais
A falta de emprego é também um problema de coordenação.
Empresas, instituições públicas, formadores e financiadores muitas vezes operam com objetivos alinhados, mas de forma desconectada. O resultado é um sistema que funciona abaixo do seu potencial, mesmo quando todos os atores querem que funcione.
Muito do nosso trabalho acontece nesse espaço — o espaço entre os atores. É um trabalho de longo prazo, feito em grande parte longe dos holofotes. Construímos relações, facilitamos conversas difíceis e ajudamos a traduzir evidências em decisões.
Diretamente, apoiamos o desenho e a melhoria de programas de empregabilidade e fazemos ações de visibilidade em torno do tema como as mesas de empregabilidade — que reúnem, em torno de um mesmo problema, atores que raramente se sentam juntos: governo, setor privado, doadores, associações empresariais.
O objetivo é o mesmo de sempre: ampliar o acesso ao emprego de qualidade — de forma sustentável, e além do alcance de qualquer intervenção isolada.
Na prática, o que fazemos
Organização de mesas de empregabilidade com múltiplos atores
Facilitação de diálogos entre os múltiplos atores envolvidos na agenda da empregabilidade
Apoio ao desenho e melhoria de programas de empregabilidade
Incidência baseada em evidências para influenciar políticas e práticas
Fortalecimento de instituições que fazem a ponte entre formação e mercado
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Meios de Vida
Fortalecer quem já produz. Ampliar o que já existe.
Mulheres e jovens que vivem da agricultura familiar e de pequenos negócios informais enfrentam não apenas a escassez de recursos — enfrentam normas sociais que limitam o que podem decidir, produzir e acumular.
Reduzir a pobreza nesse contexto exige transformar as condições em que as pessoas tomam decisões sobre suas próprias vidas.
Trabalhamos com mulheres e jovens agricultores para fortalecer simultaneamente três dimensões:
Capacidade económica — gestão de negócios, acesso a mercados, poupança, transferência e/ou diversificação de renda.
Agência pessoal — autoconfiança, tomada de decisão e negociação dentro e fora do agregado familiar.
Habilidades técnicas — aprimoramento das práticas agrícolas e da produtividade no campo.
Nossa abordagem é participativa, construída a partir da realidade local e conduzida nas línguas das comunidades onde atuamos. Desenvolvemos e adaptamos metodologias de comprovada eficácia — e medimos resultados com rigor.
Na prática, o que fazemos
Formação em iniciativa pessoal e gestão de negócios agrícolas
Desenvolvimento de habilidades socioemocional e negociação familiar
Fortalecimento de práticas agrícolas e diversificação de renda
Mentoria individual pós-formação
Facilitação de acesso a poupança e serviços financeiros
Conexão a cadeias de valor e oportunidades de mercado local
Relacionados
Meios de Vida
Elas já empreendem. Nós fortalecemos as condições para que cresçam.
A MUVA trabalha com mulheres que já têm um negócio e querem fortalecê-lo — vendedoras de mercado, microempreendedoras informais, donas de pequenos negócios com potencial de crescimento.
Fazer um negócio crescer depende tanto de capacidades individuais quanto das condições externas que moldam as oportunidades disponíveis. Atuamos nas duas frentes: fortalecemos as nossas participantes como empresárias — em gestão, autoconfiança e tomada de decisão — e removemos as barreiras estruturais que limitam seu crescimento, como o acesso a redes, mercados e financiamento.
Nossos programas são desenhados a partir da realidade de cada grupo de participantes, do contexto econômico local e das normas sociais que influenciam suas escolhas. Adaptamos o modelo ao problema, não o contrário.
Temos mais de uma década de experiência com esse perfil de intervenção em Moçambique, com resultados avaliados com rigor e publicados em parceria com o IDS, o Banco Mundial e a Harvard Kennedy School.
Na prática, o que fazemos
Formação em gestão de negócios, finanças, vendas e habilidades socioemocional
Mentoria individual no local de trabalho
Conexão com serviços financeiros
Expansão de oportunidades de mercado
Acesso a redes de negócios e parceiros estratégicos
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A abordagem corporativa da MUVA baseia-se no co-desenho e na implementação de programas estruturados de trainee, estágio e primeiro emprego, desenvolvidos em parceria com empresas e alinhados às suas necessidades de força de trabalho. O processo inicia-se com a análise da procura por competências, definição de perfis profissionais e desenho do modelo de inserção, incorporando metas de inclusão e estratégias para ampliar o acesso de jovens, especialmente mulheres, a oportunidades em sectores técnicos e tradicionalmente masculinizados. A MUVA actua na co-implementação de todas as etapas do programa, incluindo mobilização e pré-selecção de candidatos, identificação de talentos, processos avaliativos, formação técnica e comportamental orientada para o trabalho e a preparação para a inserção nas empresas. O acompanhamento continua durante a fase de integração, com apoio à adaptação dos participantes, capacitação de supervisores e reforço de práticas organizacionais inclusivas, contribuindo para maior retenção, desempenho no trabalho e desenvolvimento de trajectórias profissionais sustentáveis.
O desafio
Empresas em sectores técnicos e em crescimento enfrentam dificuldades para recrutar talentos qualificados e diversos, especialmente para posições de entrada que exigem competências técnicas e comportamentais alinhadas com as demandas do trabalho. Ao mesmo tempo, muitos jovens, em particular mulheres e grupos sub-representados, encontram barreiras significativas para aceder a oportunidades de primeiro emprego, devido à falta de experiência prévia, limitada exposição ao ambiente corporativo e lacunas em habilidades socioemocionais valorizadas pelo mercado. Esse descompasso entre a demanda das empresas por profissionais preparados e a dificuldade dos jovens em aceder à sua primeira oportunidade resulta em vagas não preenchidas, baixa diversidade nas equipas e perda de potencial produtivo, reforçando a necessidade de modelos estruturados que conectem formação, inclusão e inserção laboral.
O que fizemos
A MUVA co-desenha com a empresa o programa de inserção, definindo critérios de selecção e competências alinhadas à estratégia empresarial e às funções a serem preenchidas. Em seguida, organiza mobilizações inclusivas para alcançar jovens com potencial, conduz o processo de inscrição, triagem de candidaturas, filtragem de currículos e aplicação de avaliações de habilidades técnicas e socioemocionais. Com base nos resultados, implementa formações orientadas ao trabalho para preparar os participantes e apoiar a empresa na definição da lista final das pessoas seleccionadas para inserção. Após a contratação, a MUVA acompanha os jovens nas empresas por meio da estruturação e implementação de programas de mentoria, apoiando a adaptação ao ambiente de trabalho, o desenvolvimento profissional e a retenção dos talentos.
Abordagem
A metodologia baseia-se em encontros estratégicos com equipas de RH, CEOs e outras lideranças das empresas para definir, de forma conjunta, o formato, os critérios e as etapas de cada programa de inserção. Esses momentos permitem alinhar objectivos de negócio, metas de inclusão e necessidades operacionais, garantindo que o desenho do programa esteja integrado nas práticas e na cultura organizacional. Após essa definição, a MUVA acompanha a implementação em parceria com a empresa, apoiando a institucionalização das novas práticas e fortalecendo capacidades internas para assegurar a sustentabilidade e continuidade das abordagens inclusivas ao longo do tempo.
Resultados
100% das empresas parceiras implementaram novas políticas e práticas de RH para melhorar a inclusão de jovens.
Por que importa
Para além do projecto em si, a abordagem fortalece capacidades internas e institui práticas inclusivas sustentáveis dentro das empresas, contribuindo para mudanças estruturais nos processos de recrutamento, desenvolvimento e retenção de talentos. Ao mesmo tempo, amplia o acesso de jovens a oportunidades de qualidade e promove maior diversidade nas equipas, gerando impactos duradouros tanto para a competitividade empresarial quanto para a inclusão produtiva no mercado de trabalho.
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A abordagem corporativa da MUVA baseia-se no co-desenho e na implementação de programas estruturados de trainee, estágio e primeiro emprego, desenvolvidos em parceria com empresas e alinhados às suas necessidades de força de trabalho. O processo inicia com a análise da demanda por competências, definição de perfis profissionais e desenho do modelo de inserção, incorporando metas de inclusão e estratégias para ampliar o acesso de jovens, especialmente mulheres, a oportunidades em sectores técnicos e tradicionalmente masculinizados. Ao longo da jornada, os participantes trabalham na identificação de prioridades e na construção de soluções aplicáveis ao seu contexto, resultando em planos de acção concretos. Esses planos definem compromissos, responsabilidades e medidas práticas para fortalecer o bem-estar das equipas, ampliar a inclusão e melhorar a produtividade. O processo é conduzido de forma colaborativa, garantindo apropriação interna e maior sustentabilidade das mudanças implementadas.
O desafio
Muitas empresas ainda enfrentam desafios para promover ambientes de trabalho que conciliem bem-estar, inclusão e produtividade. Barreiras na cultura organizacional, comunicação pouco estruturada, ausência de políticas claras e práticas de gestão pouco inclusivas podem afetar o engajamento das equipes, aumentar a rotatividade e limitar o desenvolvimento de talentos, especialmente de mulheres e outros grupos sub-representados.
Além disso, mesmo quando há interesse em avançar nessas agendas, as organizações frequentemente não dispõem de ferramentas práticas ou processos estruturados para transformar intenções em ações concretas. Como resultado, iniciativas ficam pontuais ou desconectadas da operação, dificultando a implementação de mudanças sustentáveis que melhorem o clima organizacional, fortaleçam a colaboração e aumentem a produtividade.
O que fizemos
A MUVA apoia empresas na construção de ambientes de trabalho mais inclusivos, saudáveis e produtivos por meio de um processo estruturado que combina diagnóstico organizacional, formação de equipas e implementação de planos de acção. O trabalho começa com um diagnóstico aprofundado da empresa, realizado por meio de pesquisa qualitativa com diferentes níveis hierárquicos — lideranças, supervisores, equipes operacionais e áreas de RH — para identificar barreiras à inclusão, ao bem-estar e à produtividade, bem como oportunidades de melhoria na cultura organizacional, processos e práticas de gestão.
Com base nesses achados, a MUVA desenha trilhas formativas à medida para cada empresa, abordando temas prioritários identificados no diagnóstico. As formações são orientadas à prática e conduzidas com equipas mistas, permitindo que os participantes analisem desafios reais do seu contexto e desenvolvam, de forma colaborativa, planos de acção concretos. Esses planos definem medidas para fortalecer o bem-estar das equipas, promover a inclusão e melhorar a produtividade, com responsabilidades claras e acções integradas à operação da empresa.
Abordagem
A metodologia da MUVA combina diagnóstico participativo, validação coletiva e construção colaborativa de soluções. O processo inicia com uma pesquisa qualitativa junto a diferentes níveis da empresa para compreender a cultura organizacional e identificar barreiras ao bem-estar, inclusão e produtividade. Os resultados são discutidos em um momento de validação coletiva, que gera alinhamento e engajamento das equipes. A partir desse entendimento compartilhado, a MUVA conduz oficinas com metodologias participativas para priorização de desafios e desenho conjunto de planos de ação, fortalecendo a apropriação interna e a implementação de soluções práticas e sustentáveis.
Resultados
96% dos participantes das trilhas formativas empresariais relatam maior compreensão sobre como promover ambientes de trabalho mais inclusivos, produtivos e orientados ao bem-estar.
Por que importa
Esta iniciativa promove o bem-estar, inclusão e produtividade, ampliando o acesso de talentos que geralmente enfrentam barreiras para entrar, permanecer e crescer nas empresas. Ao fortalecer uma cultura organizacional mais inclusiva, as equipas passam a valorizar a diversidade, reduzir desigualdades internas e criar condições para que mais pessoas, especialmente mulheres e outros grupos sub-representados, possam contribuir plenamente. O resultado são ambientes de trabalho mais justos, colaborativos e capazes de gerar inovação e desempenho sustentável.
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Exemplo: Projecto Acquapesca — conteúdo em breve.
Recursos
Em breve
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Desenvolvemos guias práticos e conteúdos em vídeo voltados a lideranças corporativas, com orientações objectivas para implementar programas de mentoria e fortalecer ambientes de trabalho mais inclusivos. Os materiais apoiam a formação de mentoras dentro das empresas, preparando profissionais para acompanhar e desenvolver jovens talentos, especialmente mulheres, ao longo da sua inserção e crescimento na organização. Os guias apresentam o passo a passo para estruturar o programa, definir papéis, organizar encontros de mentoria e integrar a iniciativa nas estratégias de desenvolvimento de pessoas. Além da mentoria, os guias oferecem orientações para a elaboração e implementação de políticas internas em temas-chave para a inclusão, bem-estar e produtividade. Entre os conteúdos abordados estão a superação de barreiras de género, recrutamento inclusivo, segurança psicológica (assédio sexual, moral e psicológico e microagressões), dignidade higiénica e menstrual no trabalho, maternidade e paternidade, e desenvolvimento profissional e progressão de carreira. Os materiais em vídeo complementam os guias práticos, oferecendo exemplos aplicados e recomendações acessíveis para que as lideranças possam implementar estas políticas de forma estruturada e sustentável.
O desafio
Muitas empresas querem promover inclusão, bem-estar e desenvolvimento de talentos, mas não dispõem de orientações práticas para implementar programas de mentoria e políticas internas de forma estruturada. Como resultado, temas como barreiras de gênero, segurança psicológica, recrutamento inclusivo e crescimento de carreira acabam sendo tratados de forma pontual, com impacto limitado na cultura organizacional. Os guias buscam preencher essa lacuna, oferecendo ferramentas concretas para que lideranças implementem ações consistentes e sustentáveis.
O que fizemos
Desenvolvemos guias práticos e vídeos voltados a lideranças corporativas, com orientações passo a passo para implementar programas de mentoria e políticas internas de inclusão, bem-estar e produtividade. Os materiais apoiam a formação de mentoras na própria empresa e oferecem recomendações concretas para estruturar iniciativas de desenvolvimento de jovens talentos, além de orientar a criação e implementação de políticas sobre barreiras de género, recrutamento inclusivo, segurança psicológica, dignidade menstrual, maternidade e paternidade, e crescimento de carreira.
Abordagem
A partir da experiência prática com empresas, a MUVA identificou os temas de maior interesse e as principais dificuldades enfrentadas na promoção de inclusão, bem-estar e desenvolvimento de talentos. Com base nesses aprendizados, foram desenvolvidos guias práticos e conteúdos em vídeo com orientações claras e aplicáveis, estruturados para apoiar lideranças na implementação de programas de mentoria e políticas internas de forma simples, progressiva e adaptável à realidade de cada organização.
Resultados
Resultado: materiais acessíveis, visuais e praticos disponíveis para download, que apoiam lideranças na implementação prática de programas de mentoria e políticas de inclusão, bem-estar e produtividade.
Por que importa
Esta iniciativa transforma temas complexos como inclusão, bem-estar e segurança psicológica em orientações práticas e acessíveis, facilitando a implementação por lideranças. Ao disponibilizar materiais claros e prontos para uso, as empresas conseguem avançar mais rapidamente na criação de ambientes de trabalho mais inclusivos, seguros e produtivos, com impacto sustentável no desenvolvimento e retenção de talentos.
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Conectamos uma rede de empresas para lançar o movimento “Onde Está Ela”, voltado para a promoção da inclusão de mulheres no mercado de trabalho. Como parte da iniciativa, identificámos artistas moçambicanas para desenvolver ilustrações utilizadas num calendário e em murais pintados nas paredes de organizações e empresas parceiras, que aderem ao movimento como forma de sensibilizar equipas e reforçar publicamente o seu compromisso com a igualdade de oportunidades.
O desafio
A iniciativa buscou enfrentar a baixa visibilidade das mulheres no mercado de trabalho e as barreiras culturais que ainda limitam o seu acesso e permanência em diferentes sectores profissionais. Muitas empresas demonstram interesse em promover a inclusão, mas carecem de acções concretas e mobilizadoras que sensibilizem equipas e tornem esse compromisso visível tanto internamente quanto para a sociedade.
O movimento procurou superar esse desafio ao gerar consciencialização colectiva e engajar empresas em torno de uma agenda comum, utilizando a comunicação e a arte como ferramentas para provocar reflexão, valorizar o protagonismo feminino e incentivar ambientes de trabalho mais inclusivos.
O que fizemos
Conectámos uma rede de empresas para lançar o movimento “Onde Está Ela", com o objectivo de promover a inclusão de mulheres no mercado de trabalho por meio de acções de sensibilização e comunicação. Identificámos e convidámos artistas moçambicanas para desenvolver ilustrações originais que deram origem a um calendário temático e murais pintados nas paredes de organizações e empresas parceiras, tornando o compromisso com a inclusão visível nos espaços de trabalho. As empresas aderiram ao movimento e utilizaram os materiais para engajar as suas equipas, promover reflexão interna e reforçar publicamente a importância da igualdade de oportunidades.
Abordagem
A metodologia combinou mobilização de empresas, cocriação com artistas locais e uso estratégico da comunicação para promover conscientização. A MUVA articulou uma rede de organizações interessadas em avançar na inclusão de mulheres, identificou mensagens-chave com base nos desafios do mercado de trabalho e convidou artistas moçambicanas para traduzir esses temas em peças visuais acessíveis e inspiradoras.
Os materiais foram desenvolvidos de forma colaborativa e implementados nas empresas parceiras por meio de murais, calendários e ações internas de comunicação, estimulando o diálogo com as equipes e fortalecendo o engajamento coletivo. Essa abordagem participativa e visual permitiu sensibilizar diferentes públicos e tornar o compromisso com a inclusão mais visível e incorporado à cultura organizaciona
Resultados
25 organizações participantes do movimento “Onde Está Ela" 8 mil pessoas alcançadas nas redes sociais.
Por que importa
A sub-representação de mulheres no mercado de trabalho formal moçambicano não é apenas uma questão de equidade — é um problema económico. Quando empresas não investem activamente na inclusão feminina, perdem talentos e perpetuam ciclos de exclusão. A campanha "Onde Está Ela" torna esta conversa pública, urgente e culturalmente relevante.
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Empoderamento Economia na Protecçaõ Social (AWEESP) é um projeto que visava aumentar os meios de subsistência e resiliência das famílias, competências, capacidades e agência dos beneficiários de um Subsídio para Criança, um subcomponente de um programa de proteção social em Moçambique. A iniciativa utiliza uma abordagem de Desenvolvimento do Sistema de Mercado (MSD) para abordar as barreiras ao empoderamento feminino e as barreiras específicas do contexto através da implementação de intervenções com intencionalidade que conduzam a mudanças transformadoras para promover a emancipação económica das mulheres.
O desafio
Populações em situação de vulnerabilidade socioeconómica em contextos de protecção social enfrentam barreiras específicas para aceder a oportunidades de emprego e geração de renda — barreiras que programas de protecção social tradicionais raramente endereçam de forma integrada.
O que fizemos
A MUVA liderou a componente de empoderamento ecnomico assegurando a articulação entre parceiros comunidades, e governo.
capacitamos as familias cuidadoras através de formação, mentoria e acesso a serviços financeiros. O programa integra componentes de feramentas de produtividade literacia financeira, saúde sexual e reprodutiva, e promoção de normas sociais transformadoras de género. usando o princípio de aprendizagem prática
Abordagem
A MUVA liderou a componente de empoderamento económico do programa, articulando parceiros, comunidades e governo numa abordagem integrada que combina protecção social com geração de renda e desenvolvimento de competências.
Resultados
Componente de empoderamento económico implementada com articulação efectiva entre parceiros, comunidades e estruturas governamentais.
Por que importa
A integração entre protecção social e empoderamento económico é essencial para romper ciclos de pobreza. O AWEESP demonstra como programas de transferência social podem ser complementados com intervenções que fortalecem a autonomia económica a longo prazo.
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Geografía: em breve.
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Uma iniciativa liderada pela MUVA, em parceria com um consórcio multiactor, que visa enfrentar desafios que interligam pobreza, degradação ambiental e desigualdade de género nas comunidades costeiras da província de Inhambane. A intervenção combina conservação marinha, desenvolvimento de meios de subsistência alternativos e fortalecimento da governação local, promovendo uma abordagem integrada para a economia azul. Através da criação de áreas marinhas geridas localmente (LMMAs), capacitação de comunidades, promoção de meios de vida alternativos e reforço da participação de mulheres e jovens, o projecto procura reduzir a pressão sobre os recursos marinhos, melhorar o bem-estar das comunidades e fortalecer estruturas de governação inclusivas. Ao mesmo tempo, aposta na geração de conhecimento e na articulação entre actores para influenciar políticas e criar um modelo replicável de gestão sustentável.
O desafio
O projecto responde a um problema estrutural caracterizado por um ciclo de pobreza, fraca governação, desigualdades de género e degradação dos ecossistemas marinhos, que resulta na exploração insustentável dos recursos costeiros. As comunidades dependem fortemente da pesca de subsistência, enquanto práticas como sobrepesca, pesca ilegal e destruição de habitats têm reduzido a biodiversidade e a produtividade dos ecossistemas.
Este problema é agravado por vários factores como:
- Falta de alternativas económicas, especialmente para jovens e mulheres
- Normas sociais restritivas, que limitam o acesso das mulheres a oportunidades e decisão
- Fraca capacidade institucional e coordenação, incluindo CCPs pouco funcionais
- Mudanças climáticas e eventos extremos, que aumentam a vulnerabilidade
- Baixa apropriação local das iniciativas de conservação, muitas vezes vistas como externas.
Em conjunto, estes elementos tornam difícil alcançar conservação sustentável e desenvolvimento económico ao mesmo tempo.
O que fizemos
A MUVA lidera o projecto como coordenadora do consórcio e implementadora da componente de empoderamento económico e género, assegurando a articulação entre parceiros, comunidades, sector privado e governo. Implementamos acções concretas como:
- Desenvolvimento de programas de formação e inserção no mercado de trabalho para jovens (especialmente mulheres)
- Implementação de programas de empreendedorismo e apoio a PMEs na economia azul
- Introdução de metodologias de empoderamento e transformação de normas de género
- Liderança do sistema de monitoria, avaliação e aprendizagem (MEL).
Estas acções foram desenhadas para conectar conservação, meios de vida e inclusão social.
Abordagem
O projecto utiliza uma abordagem participativa, sistémica e transformadora, baseada em co-criação com as comunidades e integração de múltiplas dimensões.
Principais metodologias:
Co-criação comunitária e entre parceiros: comunidades e os vários parceiros participam no desenho e implementação das soluções
Gestão comunitária de recursos (LMMAs): conservação liderada localmente
Abordagem de género transformadora: trabalho direto com normas sociais, envolvendo homens e mulheres
Desenvolvimento de meios de vida sustentáveis: formação técnica, emprego e empreendedorismo
Parcerias multiactor: articulação entre OSC, sector privado e governo através do consórcio criado
Outcome Harvesting e MEL adaptativo: aprendizagem contínua e tomada de decisão baseada em evidência
O processo foi desenhado para garantir apropriação local, sustentabilidade e adaptação contínua.
Resultados
O projecto gerou evidências sobre os mecanismos que ligam empoderamento económico feminino e conservação de recursos costeiros, contribuindo para o desenvolvimento de abordagens replicáveis em contextos de economia azul. Produziu dados sobre o papel das mulheres nas cadeias de valor costeiras e as normas que limitam a sua participação.
Por que importa
O projecto Raízes Azuis demonstra que é possível alinhar conservação ambiental, inclusão social e desenvolvimento económico através de modelos comunitários e multiactor, oferecendo um modelo replicável para transformar a economia azul em contextos de pobreza e fragilidade institucional.
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O projeto apoia o grupo técnico de Monitoramento e Avaliação (M&A) do CONSEPLAN no fortalecimento das capacidades dos estados para planejar, implementar e utilizar práticas de M&A de forma mais estruturada e alinhada. Considerando os diferentes níveis de maturidade institucional entre as secretarias estaduais, a iniciativa busca criar uma base comum de entendimento, linguagem e ferramentas, promovendo maior coerência e qualidade na gestão pública orientada a resultados. Para isso, a MUVA desenvolve e facilita uma trilha formativa combinada a processos de construção coletiva, que permitem aos participantes refletir sobre suas práticas, trocar experiências e avançar de forma colaborativa. O projeto articula momentos de formação técnica com espaços de trabalho prático, nos quais os estados aplicam conceitos e ferramentas à sua própria realidade. Ao longo do processo, são também desenvolvidos e sistematizados produtos como guias, modelos e repositórios de conhecimento, que apoiam a institucionalização das práticas de M&A. Dessa forma, o projeto não apenas fortalece capacidades individuais e coletivas, mas também contribui para a consolidação de uma agenda contínua de aprendizado, colaboração e aprimoramento das políticas públicas no âmbito estadual.
O desafio
Os estados apresentavam diferentes níveis de maturidade em monitoramento e avaliação, com ausência de uma base comum de conceitos, ferramentas e práticas, o que dificultava o alinhamento entre secretarias, a troca estruturada de experiências e o uso consistente de evidências para orientar a tomada de decisão e o aprimoramento das políticas públicas.
O que fizemos
A MUVA desenvolve e facilita uma trilha formativa para o grupo técnico de M&A do CONSEPLAN, combinando encontros formativos com dinâmicas de construção coletiva entre os estados. Ao longo do processo, conduz oficinas, apoia a troca estruturada de experiências e facilita a elaboração conjunta de ferramentas práticas, como guias, modelos de termos de referência e um repositório de conhecimento, fortalecendo capacidades e promovendo maior alinhamento nas práticas de monitoramento e avaliação.
Abordagem
Trilha formativa modular que combina encontros presenciais, prática guiada e reflexão colectiva sobre os desafios específicos de cada estado. Parte do contexto real dos participantes, usando as suas próprias experiências de M&A como material de trabalho — em linha com a abordagem PDIA.
Resultados
Técnicos estaduais com maior capacidade para aplicar metodologias de monitoramento e avaliação orientadas à aprendizagem. Materiais e ferramentas adaptadas ao contexto brasileiro de gestão pública produzidos.
Por que importa
Fortalecer a capacidade técnica de equipas governamentais para usar dados na tomada de decisão é uma alavanca de impacto multiplicador — cada técnico capacitado melhora políticas que afectam milhares de pessoas.
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Desenvolvimento de uma estratégia de género para as intervenções do programa ENDEV (apoio ao desenvolvimento de energias renováveis), implementado pela GIZ, em parceria com a FDC e empresas do sector.
O desafio
A ENDEV precisava introduzir uma visão de género transversal nos seus projectos.
O que fizemos
Identificámos as barreiras das mulheres mais vulneráveis que participavam nos seus projectos; definimos as áreas possíveis de actuação; desenvolvemos a TOC para cada mulher e a TOC global de género na ENDEV, bem como um plano de acção com ferramentas de monitoria.
Abordagem
Metodologia Roxa, com workshops para a equipa da ENDEV.
Resultados
- Mais noção das barreiras das mulheres nos seus projectos
- Plano de acção conectado com um orçamento até 2027
- Teoria de mudança incorporada
- O parceiro FDC igualmente engajado no trabalho ligado à sensibilização sobre género
Por que importa
A estratégia de género foi desenhada para ter impacto nas empresas, nas mulheres revendedoras e nas clientes, assim como para garantir que o conhecimento sobre e a venda de produtos de energias renováveis possam influenciar positivamente a vida das mulheres.
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Uma iniciativa de formação online voltada a educadores e estudantes do ensino profissional e tecnológico, com o objectivo de fortalecer a inserção no mundo do trabalho.
O desafio
Existe uma lacuna entre a oferta de vagas na economia verde, como nas energias renováveis, e o acesso a essas oportunidades por parte de jovens à procura do primeiro emprego e adultos em transição de carreira.
O que fizemos
Criámos pacotes de oficinas presenciais e cursos online de empregabilidade para estudantes, assim como um curso online de formação de facilitadores para oficinas de empregabilidade, orientado para que docentes sejam formados na metodologia e possam desenvolvê-la com estudantes das suas instituições de ensino. Fornecemos apoio técnico e metodológico para a implementação de fóruns de empregabilidade em conjunto com as instituições de ensino e co-criámos oficinas para maior inclusão de raparigas no mercado de trabalho das energias renováveis. Criámos um manual de facilitação, um guia de implementação de fóruns e vídeos de formação para docentes e estudantes. Por fim, um toolkit de empregabilidade com ferramentas e boas práticas para instituições de ensino, estudantes e empresas.
Abordagem
A metodologia combinou um conjunto de acções, incluindo: escuta das necessidades das instituições de ensino, identificação do perfil de estudantes, entrevistas com empresas para entender as habilidades relevantes para o mercado, criação de fluxos de formação, produção dos vídeos e materiais gráficos, treinamento de facilitadores, acompanhamento da implementação, facilitação de oficinas com co-facilitadores locais capacitados na metodologia, mentoria de cursos online, e apoio técnico constante às instituições de ensino.
Resultados
Alto alcance e envolvimento do projecto em diversos municípios de oito estados brasileiros, chegando a regiões afastadas das capitais, com menor acesso a oportunidades. Reforço de capacidades nas instituições de ensino para a replicação do modelo criado. Reforço das relações entre instituições de ensino e empresas.
Por que importa
Foi criada uma ponte entre jovens talentos e o mercado de trabalho, ampliando o acesso a oportunidades por meio de formações com dinâmicas participativas e do acesso a ferramentas e boas práticas de empregabilidade.
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Treinamento, em parceria com a ONG Lambda, de 15 membros da comunidade LGBTQIA+
O desafio
Pessoas LGBTQIA+ enfrentam barreiras específicas e interseccionais de acesso ao mercado de trabalho, incluindo discriminação, falta de redes de apoio e ausência de programas de formação que reconheçam as suas experiências e necessidades.
O que fizemos
Adaptámos e implementámos a metodologia de formação em habilidades socioemocionais da MUVA para um grupo de 15 membros da comunidade LGBTQIA+, em parceria com a ONG Lambda.
Abordagem
Utilizámos a abordagem da bolinha roxa adaptada ao contexto LGBTQIA+, com atenção especial às dinâmicas de poder, identidade e autoestima específicas deste grupo.
Resultados
15 participantes com formação em habilidades socioemocionais adaptada ao contexto LGBTQIA+. Metodologia MUVA testada e validada num novo grupo-alvo.
Por que importa
O empoderamento económico de pessoas LGBTQIA+ exige abordagens que reconheçam as barreiras específicas de discriminação que este grupo enfrenta. A parceria com a Lambda demonstra a versatilidade da metodologia MUVA e abre caminho para a expansão do trabalho a grupos-alvo mais diversos.
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Colaboração com a ESSOR para a criação de um fluxo de actividades para a apresentação de metodologias da MUVA'titude. Com base nos resultados positivos, a GRET recebeu a formação completa. Apoiámos a concepção da formação e a ESSOR implementou-a para replicação em outros países.
O desafio
A GRET nao tinha a componente de soft skill nas suas formações profissionais e reconheceu a sua importância.
O que fizemos
Concepção de um fluxo de actividades e formação em soft skills para emprego.
Abordagem
Foi usada a metodologia Roxa para soft skills e seguiu-se a formação com conteudos de metodologia Muva Pro.
Resultados
Mais uma ONG internacional passou a implementar a metodologia Roxa focada em soft skills no emprego.
Por que importa
Este projecto permitiu-nos atingir mais jovens no mundo e melhorar as práticas de mais pessoas a trabalhar como facilitadores e formadores.
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A MUVA concebeu e implementou a componente de fortalecimento económico do programa DREAMS (financiado pela USAID), integrando literacia financeira, habilidades socioemocionais e acesso a oportunidades económicas para raparigas adolescentes e jovens mulheres em contextos rurais. A estratégia de saída do projecto foi deliberada: formar, avaliar e certificar mentores locais e pessoal-chave dos parceiros implementadores para que a metodologia MUVA continuasse a ser implementada com qualidade e autonomia — sem depender da presença da MUVA no terreno.
O desafio
Implementar uma componente de fortalecimento económico com qualidade e consistência em 19 distritos distribuídos por 6 províncias exigiu um investimento substancial no desenvolvimento de capacidades humanas locais. Sem mentores bem formados, avaliados e acompanhados, a metodologia MUVA não poderia ser replicada com fidelidade — comprometendo os resultados para as jovens mulheres beneficiárias e inviabilizando a continuidade após a saída da MUVA.
O que fizemos
Realizámos 19 diagnósticos de mercado (um por distrito) para mapear oportunidades económicas para jovens mulheres de 18-24 anos. Criámos o manual completo da componente de fortalecimento económico e implementámo-la directamente com mais de 1.623 raparigas adolescentes e jovens mulheres (AGYW) no COP20 e COP21, das quais 1.386 receberam um subsídio em dinheiro de 3.000 MZN. Formámos e certificámos 204 mentores nas metodologias MUVA, com supervisão contínua por facilitadores sénior MUVA em cada distrito. Formámos ainda 107 elementos de pessoal-chave dos parceiros implementadores (IPs) e organizações comunitárias de base (OCBs). Realizámos 7 reuniões de reflexão provinciais e 2 gerais para aprendizagem e melhoria contínua. Medimos o impacto através de inquéritos quantitativos e qualitativos em parceria com a ANSA, complementados por follow-up 6 meses após o COP20. Os parceiros receberam os manuais actualizados e ficaram habilitados a continuar a implementação de forma autónoma após a saída da MUVA.
Abordagem
A MUVA adoptou um processo rigoroso de construção de capacidades em 5 etapas: (1) identificação e indicação de candidatos a mentores pelos parceiros; (2) formação de pré-selecção de 10 dias; (3) selecção dos mentores que implementariam a componente; (4) mentoria contínua por facilitadores sénior MUVA ao longo de toda a implementação, com 1 facilitador MUVA por distrito para supervisão e formação contínua; (5) avaliação final das competências dos mentores para certificar a capacidade de replicação autónoma. A transferência de metodologia foi incorporada desde o início — não como fase final, mas como objectivo estruturante de toda a intervenção. A abordagem de aprendizagem estruturada (ciclos semestrais de reflexão com IPs, OCBs e USAID) garantiu melhorias contínuas entre o COP20 e o COP21.
Resultados
204 mentores formados nas metodologias MUVA; após avaliação rigorosa pelo departamento de metodologias da MUVA, 166 certificados como aptos a replicar as metodologias de forma autónoma. 107 elementos de pessoal-chave dos IPs e OCBs formados no COP21. Mais de 1.623 AGYW beneficiárias directas. 1.386 receberam subsídio de 3.000 MZN.
Resultados para as jovens mulheres (COP21, n=831 BL / 637 EL): proporção com actividade económica quase duplicou de 50% para 91%; proporção com negócio próprio triplicou de 21% para 79%; tomada de decisões autónoma sobre actividade económica aumentou de 53% para 67%.
Follow-up 6 meses pós-COP20 (n=335): 71% com actividade económica remunerada; 65% com negócio próprio; 27% com emprego; 94% com vida melhor do que antes do MUVA; 76% alcançaram mais do que esperavam.
Transferência de metodologia: parceiros IPs e OCBs continuaram a implementar a componente de fortalecimento económico de forma autónoma após a saída da MUVA, com base nos manuais e nas competências desenvolvidas durante o projecto.
Por que importa
O DREAMS é um dos maiores programas de prevenção do VIH para raparigas adolescentes e jovens mulheres alguma vez financiados. A componente de fortalecimento económico é essencial para reduzir a vulnerabilidade económica que alimenta o risco de VIH e violência baseada no género. Mas a MUVA foi mais além do que implementar: construiu capacidade local para que a metodologia sobrevivesse à saída do projecto. Os 166 mentores certificados ficaram nas comunidades. Os manuais ficaram nos parceiros. A capacidade de implementação ficou no terreno. Este modelo de transferência de metodologia é uma das formas mais eficazes de escalar impacto sem escalar custos.
Relacionados
Uma abordagem conjunta entre a MUVA e parceiros de conservação, o projecto tem como objectivo empoderar económica e socialmente mulheres e homens envolvidos em actividades de geração de rendimento em áreas de conservação, através de metodologias que promovem a reflexão individual, familiar e comunitária. O projecto tem uma componente de investigação que visa compreender qual o impacto do aumento da agência das mulheres no seu nível de participação na tomada de decisões sobre o uso do rendimento e nas decisões ligadas à conservação.
O desafio
Nas comunidades da serra da Gorongosa e da zona tampão do Parque Nacional de Chimanimani, persistem barreiras de género estruturais que limitam a participação plena das mulheres nos processos produtivos e decisórios. Embora as mulheres estejam activamente envolvidas nas actividades agrícolas como apicultura e produção de café, a sua contribuição não se traduz de forma proporcional em poder de decisão sobre o uso dos rendimentos e na definição de estratégias produtivas e comunitárias. Esta desigualdade é reforçada por normas sociais que atribuem aos homens o papel de principais decisores e às mulheres uma sobrecarga de tarefas domésticas e produtivas.
Adicionalmente, as mulheres enfrentam restrições no acesso e participação em espaços de governação comunitária, onde são discutidas questões relacionadas com a produção, gestão de recursos naturais e conservação. Muitas vezes, não são informadas sobre reuniões, não se sentem legitimadas para intervir ou vêm as suas opiniões desvalorizadas. Este contexto reduz a sua agência e limita a incorporação de perspectivas femininas na gestão dos recursos e nas cadeias de valor locais, perpetuando desigualdades e ineficiência no sistema produtivo.
Como consequência, estas dinâmicas não só comprometem o empoderamento económico das mulheres, como também afectam negativamente os esforços de conservação ambiental, uma vez que a exclusão de uma parte significativa dos actores limita a adopção de práticas sustentáveis e a eficácia das intervenções. Torna-se fundamental compreender e abordar estas barreiras de género para promover sistemas de produção mais inclusivos, equitativos e sustentáveis.
O que fizemos
Para responder às barreiras de género identificadas, implementámos uma intervenção estruturada que combina formação com metodologias participativas e trabalho ao nível individual, familiar e comunitário.
Desenhámos e facilitámos três ciclos de formação com produtores e produtoras de mel e café, sendo apicultores(as) residentes na zona tampão do Parque Nacional de Chimanimani e produtores(as) de café resindentes de comunidades da Serra de Gorongosa, utilizando uma metodologia baseada na pedagogia de Paulo Freire e na aprendizagem activa. Estas sessões abordaram temas como negociação sobre decisões familiares, gestão de rendimentos, tomada de decisão conjunta e importancia da conservação dos recursos naturais, criando espaços seguros para reflexão sobre normas de género. Ferramentas como o Fotovoz e o mapeamento participativo permitiram aos participantes expressar as suas experiências e desafios, promovendo maior consciência e confiança, especialmente entre as mulheres.
Em paralelo, trabalhámos ao nível das dinâmicas familiares e relações de poder, promovendo sessões conjuntas entre homens e mulheres para fomentar empatia e negociação. Estas sessões permitiram que os homens reconhecessem a sobrecarga enfrentada pelas mulheres e refletissem sobre a importância de uma distribuição mais equilibrada de tarefas e decisões. Ao mesmo tempo, foram criados momentos práticos de simulação (como jogos de negociação) para incentivar a participação das mulheres na gestão dos rendimentos familiares.
Organizámos também sessões com membros das comunidades e líderes locais, com o objectivo de sensibilizar sobre a importância da participação das mulheres na produção, na tomada de decisão e na conservação dos recursos naturais. Estas sessões ajudaram a desafiar normas sociais e a criar um ambiente mais favorável à inclusão feminina. Complementarmente, foi realizada uma exposição fotográfica comunitária em cada ciclo, onde os participantes partilharam aprendizagens e desafios com a comunidade e com o Parque, reforçando o diálogo e a visibilidade das questões de género.
Por fim, colaborámos com a equipa técnica do Parque Nacional da Gorongosa e da Fundação Micaia, através de workshops sobre lentes de género, relações de poder e inclusão nas cadeias de valor. Esta componente institucional visou melhorar a forma como os técnicos interagem com as comunidades, promovendo práticas mais inclusivas e sensíveis ao género na implementação das actividades de conservação e desenvolvimento.
Abordagem
A implementação do projecto foi baseada numa abordagem participativa e transformadora de género, combinando metodologias de aprendizagem, pesquisa e facilitação comunitária.
Em primeiro lugar, foi utilizada a metodologia freiriana de aprendizagem ativa, inspirada em Paulo Freire, que parte das experiências dos participantes e promove o diálogo, a reflexão crítica e a co-construção de conhecimento. Esta abordagem privilegiou sessões práticas (com jogos, debates e dramatizações), criando espaços seguros para discutir normas de género, divisão de tarefas e tomada de decisão.
Complementarmente, foi aplicada a metodologia de fotovoz, uma ferramenta participativa em que os participantes utilizam fotografias para documentar e refletir sobre a sua realidade. Esta abordagem permitiu dar voz a grupos com baixa literacia, facilitando a expressão de experiências, desafios e perceções através de imagens e narrativas, ao mesmo tempo que fortaleceu a confiança e a capacidade de comunicação dos participantes.
Outra metodologia central foi o mapeamento participativo, que envolveu os participantes na identificação e análise dos espaços e recursos da comunidade, permitindo discutir papéis de género, acesso a recursos naturais e dinâmicas de poder de forma visual e contextualizada.
Resultados
Apos 2 anos de implementação em ciclos de 12 sessões cada, verificou-se uma valorização significativa da produção de mel e café como fonte de rendimento. No endline, todos os grupos passaram a identificar o mel e café como a principais fontes de rendimento, mesmo entre aqueles que inicialmente priorizavam outras culturas. Esta mudança reflete não só ganhos económicos percebidos, mas também uma maior compreensão do potencial das cadeias de valor do café e do mel.
Ao nível das dinâmicas de género, observou-se um aumento da participação e voz das mulheres, especialmente em espaços de discussão sobre produção. As mulheres passaram a intervir mais nas sessões e, em alguns casos, a sua opinião começou a ser considerada em encontros comunitários. Destaca-se também uma mudança em Nhanguco, onde algumas mulheres optaram por produzir separadamente para garantir maior controlo sobre os seus rendimentos — um sinal claro de aumento de agência económica.
Houve ainda mudanças nas perceções e atitudes dos homens, com maior reconhecimento da sobrecarga de trabalho das mulheres e alguma abertura para partilhar tarefas domésticas. Embora estas mudanças ainda sejam iniciais e insuficientes para eliminar desigualdades, indicam uma transformação importante ao nível das normas sociais e relações de poder.
Por fim, registou-se um fortalecimento da ligação entre produção e conservação ambiental, com os produtores a reconhecerem melhor o papel da floresta na produtividade do café e a associarem práticas como a redução de queimadas e o reflorestamento à melhoria das suas condições de vida.
Por que importa
O projecto evidencia que transformações nas normas sociais, mesmo que graduais, são possíveis através de abordagens participativas, e que essas mudanças têm impacto direto na produtividade, no bem-estar familiar e na coesão comunitária.
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A desigualdade de género não é um acidente — é o resultado de estruturas construídas ao longo do tempo que definem quem trabalha, quem lidera, quem empreende e quem fica de fora.
Na MUVA, acreditamos que transformar essas estruturas exige mais do que boas intenções: exige metodologia, evidência e actuação em dois níveis — individual e sistémico.
Trabalhamos com jovens mulheres que enfrentam barreiras reais: falta de confiança, normas sociais limitantes, ausência de redes e de oportunidades concretas. E também trabalhamos com jovens homens, comunidades, organizações, empresas e governos para que as mulheres tenham um lugar genuíno onde chegar.
Género não é um tema à parte na nossa actuação — é a lente com que lemos cada contexto, desenhamos cada intervenção e medimos cada resultado.
De Moçambique ao Brasil, dos mercados informais às salas de decisão, a nossa aposta é a mesma: autonomia como caminho concreto para a igualdade.
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Temas
O problema não é falta de talento, são comportamentos sistémicos e políticas que não promovem a inclusão:
Milhões de jovens no Sul Global têm potencial, têm vontade — e não têm porta de entrada. A exclusão de oportunidades não é falta de esforço individual: é o resultado de sistemas que não foram desenhados para incluir. Na MUVA, partimos dessa compreensão para construir intervenções que funcionam verdadeiramente.
Trabalhamos com jovens que estão fora do mercado formal, com empreendedoras em mercados informais, com trabalhadores rurais em cadeias de valor agrícola. Em todos os casos, a abordagem é a mesma: desenvolver habilidades técnicas e socioemocionais juntas, porque uma sem a outra não muda trajetórias.
Mas mudar a trajectória de uma jovem ou de um jovem não basta se o ambiente ao redor permanece o mesmo. Por isso também trabalhamos com o ecossistema: apoiamos empresas a criar mais oportunidades para esse perfil, fortalecemos políticas e programas para que sejam mais inclusivos na prática, e construímos pontes entre quem quer trabalhar e quem precisa contratar.
Da vendedora de verduras em Maputo ao jovem aprendiz de electricidade no Ceará, a nossa aposta é que inclusão produtiva comece pelo reconhecimento de quem já está a trabalhar — e pelo compromisso de garantir que esse trabalho seja digno, sustentável e seu.
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Temas
A transformação digital está a redesenhar economias inteiras. A pergunta central que fazemos é simples: quem vai participar nessa nova economia — e quem fica de fora.
A exclusão digital não é apenas uma questão de acesso. É também sobre capacidades, confiança e saber navegar num mundo cada vez mais mediado pela tecnologia — com responsabilidade, discernimento e respeito no espaço digital.
Ao mesmo tempo, a digitalização traz novos riscos: desinformação, exposição indevida, comportamentos abusivos e usos irresponsáveis da tecnologia que podem reproduzir desigualdades e criar novas formas de exclusão.
A nossa aposta é clara: combinar competências digitais, pensamento crítico e autonomia, para que a tecnologia deixe de ser um factor de exclusão — e passe a ser uma ferramenta de mobilidade económica.
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Temas
Novas cadeias de valor e oportunidades económicas estão a emergir com a transição para economias de baixo carbono.
Quem realmente consegue participar delas?
Comunidades locais, em especial as mulheres, continuam maioritariamente concentradas nas partes menos reconhecidas das cadeias produtivas, com menor acesso a recursos, capital e decisões sobre o uso dos recursos naturais.
Na MUVA, atuamos na interseção entre sustentabilidade ambiental, inclusão económica e igualdade de género, analisando como essas novas economias se estruturam — e como os benefícios da transição climática podem ser distribuídos de forma mais inclusiva.
Trabalhamos para garantir que ações, programas e políticas climáticas não ignorem quem vive e trabalha nos territórios onde os recursos naturais estão. Caso contrário, correm o risco de reproduzir — ou até aprofundar — desigualdades existentes.
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Temas
Boas políticas públicas moldam oportunidades — e raramente são construídas a partir de uma única perspectiva.
Na prática, políticas mais eficazes surgem quando diferentes actores conseguem olhar juntos para os problemas, produzir e usar evidências para compreender melhor o que está acontecendo, testar caminhos possíveis e aprender ao longo do processo.
Acreditamos na importância de processos participativos e baseados em evidência para o desenvolvimento de políticas públicas mais inclusivas. Apoiamos governos e organizações a desenhar processos que integrem múltiplas vozes — incluindo as das pessoas que as políticas visam beneficiar.
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Método
Ao longo da última década, testámos e comprovámos que a intersecção entre competências, acesso a oportunidades económicas e agência potencializa o empoderamento económico de jovens mulheres.
Ao mesmo tempo, reconhecemos que normas sociais, políticas públicas e as próprias condições dos territórios influenciam profundamente as possibilidades de jovens mulheres desenvolverem todo o seu potencial.
As nossas intervenções actuam a nível individual e a nível sistémico e demonstram que, quando essas dimensões se encontram, mulheres transformam as suas trajectórias económicas e de vida.
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Método
Jovens mulheres, especialmente em situação de vulnerabilidade, crescem muitas vezes em contextos onde normas sociais, expectativas familiares e experiências de vida limitam aquilo que acreditam ser possível para si mesmas.
Por isso, uma dimensão central das nossas abordagens focadas no indivíduo é trabalhar o que chamamos de poder interno — a confiança, a consciência de si e a capacidade de agir sobre a própria vida. Para explicar como este processo acontece, utilizamos o modelo cebola.
Introspecção
Criamos espaços seguros para que jovens mulheres possam olhar para as suas histórias, identidades e experiências de vida. Este momento permite reconhecer os factores — pessoais e sociais — que moldaram as suas trajetórias até aqui.
Consciência
A partir dessa reflexão, passam a compreender melhor as suas habilidades, limites e o papel das normas sociais nas escolhas que fazem. Ao partilharem experiências com outras jovens em situações semelhantes, surge também um forte sentido de solidariedade e pertença.
Escolha e controlo
Com maior consciência de si mesmas, tornam-se mais capazes de tomar decisões sobre o seu futuro. Passam a avaliar oportunidades com mais clareza, assumir responsabilidade pelas próprias escolhas e exercer maior controlo sobre as suas trajectórias pessoais e profissionais.
Ao longo de mais de uma década de trabalho, observamos que o fortalecimento do poder interno é uma das mudanças mais profundas relatadas pelas próprias participantes.
Quando jovens mulheres fortalecem a sua relação consigo mesmas, tornam-se também mais abertas a desenvolver competências, construir relações profissionais e aproveitar oportunidades económicas.
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Método
Não desenhamos soluções sozinhos. A participação é mais do que um princípio das nossas intervenções — é o nosso modo de trabalhar e gerar resultados.
Na MUVA, acreditamos que soluções duradouras surgem quando as pessoas que vivem os problemas participam activamente na construção das respostas. Utilizamos metodologias participativas em todos os nossos processos, seja no trabalho com jovens, governos, empresas ou organizações da sociedade civil.
A nossa abordagem inspira-se em duas tradições pedagógicas fundamentais. A primeira vem da abordagem freiriana, que entende a educação como um processo de leitura crítica da realidade — condição necessária para a transformar. A segunda vem da aprendizagem activa, baseada no princípio de aprender fazendo. Combinámos estes princípios com lente de género, permitindo compreender as relações de poder que moldam indivíduos e sistemas.
Na prática, isso significa criar espaços estruturados de reflexão, diálogo e experimentação, onde diferentes actores podem analisar desafios comuns, testar soluções e aprender ao longo do processo – com método, estrutura, foco em entrega e, sim, muita criatividade!
Esses processos são conduzidos por facilitadores formados pela MUVA, responsáveis por facilitar dinâmicas baseadas em interacção, experiência colectiva e resolução de problemas.
Ao longo do tempo, estas metodologias foram testadas, refinadas e adaptadas em diferentes contextos — inicialmente em Moçambique e posteriormente em iniciativas implementadas em países como Chade, Congo, Guiné-Bissau, Zimbabwe, Malawi e Brasil.
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Método
Boas decisões exigem boas evidências. Usamos dados para melhorar decisões — não apenas para medir resultados.
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Método
Testamos, aprendemos e adaptamos — continuamente.
A programação adaptativa da MUVA combina pesquisa, implementação e aprendizagem contínua para melhorar intervenções à medida que elas acontecem. Utilizamos dois tipos de metodologia: Utilizamos dois tipos de metodologia:
Programação adaptativa para desenvolver soluções
Quando exploramos novos problemas ou contextos, tratamos intervenções como hipóteses a serem testadas. Antes de desenhar uma solução, investimos em pesquisa para compreender o problema e orientar o desenho inicial da intervenção. A partir daí seguimos um ciclo contínuo de aprendizagem:
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Capacitamos jovens com dificuldades de acesso ao mercado de trabalho para que estejam aptos a nele se inserirem, ao mesmo tempo que apoiamos os empregadores a superar desafios de recrutamento e selecção de talentos, promovendo atitudes adequadas ao trabalho e uma perspectiva sensível ao género.
O desafio
O Link procura colmatar os desafios do desemprego juvenil e da preparação insuficiente dos jovens em termos socioemocionais, conhecimentos estruturantes e competências técnicas para o mercado de trabalho.
O que fizemos
Criamos processos claros, transparentes e adaptados às necessidades do mercado de trabalho que permitem seleccionar jovens através da plataforma Link@dos. A nossa mobilização nas comunidades, directamente às residências dos jovens, permitiu-nos alcançar jovens vulneráveis com talento e vontade de ingressar nas formações e no mercado laboral.
Abordagem
Aprendizagem activa, MEL
Resultados
3000 preparados para oportuniaddes de emprego ou estágios. 1500 jovens inseridos no mercado de trabalho.
Por que importa
O Link estimula o ecossistema favorável para empregabiliadde juvenil, especilamente mulheres.
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A abordagem MUVA’titude foi desenvolvida com o objectivo de aumentar a empregabilidade das jovens mulheres, através de um curso de formação adaptado às realidades locais, com o objectivo específico de acrescentar à formação técnica duas componentes: o reforço de soft skills exigidos no local de trabalho com foco em questoes genero e a provisão de uma primeira experiência profissional.
O desafio
As pesquisas mostraram a influência das situações socioeconómicas, associadas às barreiras das normas sociais, que impactavam os soft skills dos participantes, particularmente das jovens mulheres.
O que fizemos
Foram realizadas pesquisas para avaliar o grau de aprendizagem, participação e inclusão de jovens em situação de vulnerabilidade nos cursos técnicos e nas primeiras oportunidades de emprego. Observando as barreiras e desigualdades, foi desenhado e estruturado um programa adaptado aos jovens peri-urbanos moçambicanos, para estimular a apropriação de soft skills úteis e atitudes essenciais à integração no mundo laboral. Uma secção específica foi desenvolvida sobre questões de género, adaptada às realidades locais. Ao longo de três anos, mais de 15.000 jovens tiveram acesso a formações de atitudes, técnicas e apoio à inserção em estágios ou empregos. Em paralelo, foi realizada uma investigação contínua para medir atitudes e compreender o impacto em função do sexo, da situação económica e do percurso escolar na inserção no mercado de trabalho.
Abordagem
Na base das pesquisas, foi desenvolvida uma metodologia de aprendizagem adaptada a populações em situação de vulnerabilidade, particularmente mulheres, baseada na pedagogia freiriana, com uma abordagem inclusiva e participativa que, até hoje, é utilizada como referência em todos os projectos da MUVA.
Resultados
A avaliação mista do MUVA'titude (ciclo piloto, 131 participantes em Maputo e Beira) documentou:
• Soft skills: melhoria significativa e sustentada em comunicação, trabalho em equipa, autoconfiança e proactividade — confirmada por observação directa e voz das participantes, e mantida 8 meses após o fim do programa.
• Agência: 84% dos ex-participantes tomam decisões sobre actividades económicas de forma autónoma (vs. grupo de comparação). 74% trabalham e contribuem mensalmente para o agregado (vs. 45%). 64% poupam mensalmente (vs. 39%).
• Actividade económica: 74% das mulheres graduadas têm actividade económica remunerada (vs. 48% do grupo de comparação). 56% em ocupações de maior qualificação (vs. 28%). 11% em emprego formal (vs. 7% da população urbana geral).
Por que importa
Esta abordagem demonstra a importância do desenvolvimento dos de soft skills para proporcionar melhor inserção, maior equidade, melhores relações entre jovens e integração nas empresas.
Relacionados
Criamos oportunidades de primeira experiência profissional para jovens mulheres, ao mesmo tempo que contribuímos para melhorar a qualidade de serviços públicos em contextos de elevada vulnerabilidade (educação, saneamento, segurança).
Treinamos e inserimos jovens homens e mulheres como assistentes em serviços públicos para que, de um lado, os jovens tenham a sua primeira experiência de trabalho e, ao mesmo tempo, possam contribuir para serviços públicos de mais qualidade para as suas comunidades.
\u2022 Experiência profissional real — Inserção em contexto de trabalho, permitindo que os participantes desenvolvam competências práticas e construam o seu percurso profissional \u2022 Formação e mentoria contínua — Acompanhamento individual e colectivo para fortalecer competências socioemocionais, confiança e planeamento de carreira \u2022 Renda e inclusão financeira — Acesso a uma renda regular advinda de programa público de proteção social com transferência de renda, promovendo autonomia económica, poupança e investimento no futuro
O Assistentes é um modelo que conecta inclusão económica e melhoria de serviços públicos. Ao integrar experiência profissional, mentoria e evidência, o programa gera benefícios simult\u00e2neos para o indivíduo e para o sistema.
Relacionados
O projecto foca-se em empresas cujo crescimento depende directamente da contratação de pessoas e não apenas do investimento em capital ou tecnologia, sendo estas as que mais geram oportunidades reais de trabalho.
O desafio
Moçambique enfrenta um descompasso estrutural: existem muito mais jovens a entrar no mercado de trabalho do que empregos disponíveis. As evidências mostram que são as pequenas empresas, especialmente aquelas com 5 a 49 colaboradores, que mais absorvem esse perfil de jovens. O desafio não é apenas preparar jovens para o mercado, mas aumentar a oferta de empregos onde de facto são criados.
O que fizemos
Apoiamos pequenas empresas a desbloquear o seu potencial de crescimento, através do fortalecimento de capacidades de gestão e operação, apoio à estruturação de planos de crescimento, ligação a oportunidades de mercado e financiamento. Contribuímos para que essas empresas consigam expandir-se de forma sustentável e, consequentemente, contratar mais pessoas.
Abordagem
O Promover parte de uma decisão estratégica: focar em quem efectivamente cria empregos hoje. Num contexto em que grande parte do investimento está orientado para empresas com potencial de escala futura, apostamos no que gera impacto imediato: mais empresas a crescer → mais empregos criados → mais jovens a trabalhar agora. Para a maioria dos jovens, o factor mais determinante para ter um emprego no futuro é simples: ter uma oportunidade de trabalho hoje.
Resultados
O projecto resultou em empresas parceiras com estratégias de recrutamento mais inclusivas e processos de selecção adaptados ao perfil de jovens mulheres em situação de vulnerabilidade. As participantes desenvolveram competências técnicas e socioemocionais que aumentaram a sua empregabilidade e capacidade de retenção no emprego formal.
Por que importa
Em Moçambique, menos de 4% da força de trabalho está no sector formal. Para jovens mulheres urbanas vulneráveis, a barreira de entrada ao emprego formal é dupla: falta de competências e de experiência de um lado, preconceitos de recrutamento do outro. Intervir ao nível das empresas — e não apenas das candidatas — é essencial para criar mudança sistémica e duradoura.
Relacionados
O projecto apoiou jovens mulheres a fortalecerem a sua autonomia económica e reduzirem a sua vulnerabilidade, especialmente em contextos rurais com acesso limitado a oportunidades de renda.
O desafio
O Sonho Rural foi desenhado para responder às barreiras estruturais que impedem jovens mulheres de participar plenamente na economia, incluindo acesso limitado a mercados, competências, redes e serviços financeiros.
O que fizemos
Desenvolvemos um pacote integrado de fortalecimento económico que combina competências, acesso a recursos e transformação de normas sociais, incluindo:
- Desenvolvimento de competências económicas e empreendedoras
- Formação em literacia financeira, gestão de pequenos negócios e competências para empregabilidade
- Fortalecimento da agência e tomada de decisão
- Trabalho sobre normas sociais, confiança e capacidade de decisão económica
- Acesso a recursos financeiros e oportunidades
- Ligação a grupos de poupança, apoio financeiro inicial e orientação para geração de renda
- Mentoria e acompanhamento contínuo
- Suporte técnico após a formação para apoiar a aplicação prática e sustentabilidade das actividades económicas.
Abordagem
O projecto adoptou uma abordagem bundled que combinou: (1) formação em competências de empregabilidade e empreendedorismo, com foco em iniciativa pessoal e literacia financeira; (2) trabalho sobre normas sociais e poder interno através da metodologia da bolinha roxa; (3) subsídio único de 3.000 MT para investimento autónomo em negócio ou preparação para emprego, reforçando a autonomia e a escolha das participantes. Implementado em ciclos de aproximadamente 6 meses em contextos rurais e periurbanos de 19 distritos.
Resultados
91% das participantes com actividade económica após o programa.
79% com negócio próprio (alcançou o triplo).
70%+ com renda activa 6 meses após o programa.
+14 p.p. em autonomia na tomada de decisõesShape.
Por que importa
O Sonho Rural actua de forma integrada sobre os factores que determinam a inclusão económica de jovens mulheres: competências, acesso a recursos, normas sociais, oportunidades reais. Mais do que formação, o programa cria condições para que as participantes consigam iniciar, sustentar e expandir actividades económicas em contextos de elevada vulnerabilidade.
Relacionados
O projecto visa fortalecer os sistemas alimentares e promover o emprego juvenil nas cadeias de valor agrícolas, através da capacitação em empreendedorismo, inclusão financeira e ligação a mercados. Procura-se aumentar a participação activa das mulheres, bem como melhorar a renda e a empregabilidade dos jovens, através de acções integradas de formação, inclusão produtiva e ligação ao mercado de trabalho.
O desafio
Baixo acesso dos jovens, especialmente mulheres, a oportunidades de emprego e geração de renda nas cadeias de valor agrícolas, devido à fraca capacitação em negócios, limitado acesso a serviços financeiros e pouca ligação aos mercados e ao sector privado. Para além disso, mostraram-se presentes desigualdades de género que reduzem o poder de decisão e a participação económica das mulheres nos agregados familiares e nas actividades produtivas.
O que fizemos
Capacitámos jovens mulheres e homens em Iniciativa Pessoal, normas sociais, habilidades agrícolas e financeiras.
Abordagem
Foi usada a Metodologia Freiriana, abordagens de aprendizagem activa e transformadora e iniciativa pessoal, com uma perspectiva de género e normas sociais.
Resultados
99,7% dos participantes transitaram para o YIW (Youth in Work).
Por que importa
Rendimentos mais diversificados e maior acesso a mercados melhoram a autonomia, o poder de decisão e as condições de vida das mulheres e seus agregados familiares.
Relacionados
Programa que apoia mulheres empreendedoras a ultrapassarem desafios associados a normas sociais, acesso a serviços financeiros, mercados e redes.
O desafio
Jovens mulheres enfrentam barreiras sociais para liderar os negócios, escassez de acesso a microcrédito e acesso a informação sobre processos de formalização.
O que fizemos
Implementámos um programa de apoio a mulheres empreendedoras combinando formação em competências de negócio, acesso a serviços financeiros e criação de redes de mercado, com abordagem de género integrada.
Abordagem
A abordagem combina o modelo EEM com metodologias participativas e adaptativas. Inclui um componente de RCT (ensaio controlado aleatório) para gerar evidência robusta. Partimos de diagnóstico das barreiras específicas de cada participante — visíveis e invisíveis — para co-desenhar soluções ajustadas ao contexto.
Resultados
Empreendedoras mais informadas e confiantes estão mais capacitadas para gerir o seu negócio, fazê-lo crescer, e para criar parcerias com outras mulheres.
Por que importa
O REALIZA combina apoio técnico com transformação de normas, gerando resultados mais duradouros. O componente RCT gera evidência rigorosa para influenciar políticas públicas de empreendedorismo feminino.
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Um programa de aceleração de micro-negócios que apoia mulheres, sobretudo em contextos de maior vulnerabilidade, a aumentar renda, fortalecer os seus negócios e adoptar práticas economicamente e ambientalmente sustentáveis.
O desafio
Micro-empreendedoras operam em contextos de baixa renda, alta vulnerabilidade e pouca previsibilidade, enfrentando:
- Baixa capacidade de gestão e planeamento
- Limitações de acesso a mercado e financiamento
- Pouca margem para investir ou crescer
- Práticas produtivas pouco eficientes ou ambientalmente insustentáveis - Programas tradicionais que não conseguem responder a essa complexidade de forma integrada.
O que fizemos
O que fizemos:
- Implementação de ciclos de aceleração com metodologias participativas
- Desenvolvimento de capacidades técnicas e comportamentais das empreendedoras
- Teste e prototipagem de soluções de negócio adaptadas ao contexto local
- Conexão directa com oportunidades económicas e financeiras.
Abordagem
O PAM Verde combina desenvolvimento de capacidades, mudança de comportamento e acesso a oportunidades reais:
- Bootcamps e acompanhamento individual para fortalecer competências empresariais, financeiras, negociação e uso de ferramentas (incluindo IA)
- Consciência ambiental e de género, integrada no desenvolvimento do negócio
- Metodologia de Human-Centered Design (HCD) para testar e adaptar soluções ao contexto real das empreendedoras
- Facilitação de acesso a mercados e financiamento, conectando participantes a oportunidades concretas.
Resultados
As participantes passaram a:
- Gerir os seus negócios com mais estratégia e consistência
- Tomar decisões económicas mais informadas
- Reduzir custos e melhorar práticas produtivas
- Aceder a novas oportunidades de mercado
- Aumentar e estabilizar a renda.
Por que importa
O PAM Verde mostra que aumentar a renda de forma sustentável exige mais do que capacitação: é preciso combinar competências, mudança de comportamento e acesso real a oportunidades, tudo adaptado ao contexto das empreendedoras.
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O treinamento da MUVA+ visou reconhecer as habilidades que vendedoras de produtos perecíveis em mercados informais possuem e apresentar novas ferramentas que as ajudaram a dar passos adiante, prosperando no negócio e na vida.
O desafio
Mulheres com um nível baixo de literacia e numeracia enfrentam uma maior vulnerabilidade na gestão dos seus negócios e na obtenção de lucros.
O que fizemos
Treinamento em ferramentas de gestão de negócios e habilidades socioemocionais adaptadas às necessidades das empreendedoras. As ferramentas de gestão de negócio contemplam literacia financeira, poupança, investimento, análise da concorrência e do perfil do cliente.
As Habilidades socioemocionais para empreendedores de sucesso incluem a superação de barreiras, criatividade, inovação, pró-atividade e saber resolver problemas.
Abordagem
A metodologia utilizada no programa MUVA+ foi o PDIA (Adaptação Iterativa Orientada por Problemas). As participantes tinham 2 encontros presencias por semana, durante 6 meses, onde aprendiam e debatiam ferramentas de negócios e mecanismos de fortalecimento.
Resultados
Avaliação em 3 ciclos (2018-2019): evidência de melhoria em práticas e resultados de negócio. Ciclo 2 (com grupo de comparação): lucros das participantes cresceram mais do que o grupo de controlo. 76% das participantes tomaram acções concretas para aumentar vendas ao final (vs. 13% na baseline). Participantes relataram maior autoconfiança e melhores práticas de gestão financeira.
Por que importa
As vendedoras informais de mercados urbanos são frequentemente tratadas como "survivalists" sem potencial de crescimento. O MUVA+ demonstrou o contrário: com o suporte certo que combina habilidades técnicas com autoeficácia, estas mulheres são capazes de transformar os seus negócios e as suas vidas.
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O projecto apoia secretarias municipais e estaduais no fortalecimento de políticas e programas educacionais por meio de uma abordagem estruturada e participativa. Iniciamos com um levantamento de dados quantitativos e qualitativos, buscando compreender o contexto local, os desafios enfrentados e as práticas já existentes. Essa etapa permite construir uma base sólida de evidências para orientar as decisões ao longo do processo. A partir desse diagnóstico, realizamos oficinas participativas com as equipas das secretarias, promovendo espaços de reflexão e autoanálise sobre suas práticas, capacidades institucionais e prioridades estratégicas. Essas oficinas são desenhadas para estimular a troca de experiências, o alinhamento interno e a identificação de oportunidades de aprimoramento, valorizando o conhecimento dos próprios actores envolvidos. Com base nesses insumos, facilitamos a construção colectiva de teorias da mudança, conectando objectivos, actividades e resultados esperados em direcção a um impacto comum. Por fim, apoiamos a sistematização e escrita da política ou programa, consolidando directrizes, estratégias e instrumentos que orientem a sua implementação de forma clara, coerente e baseada em evidências.
O desafio
Secretarias municipais e estaduais podem enfrentar desafios para planejar e implementar políticas de forma estruturada, com base em evidências e alinhamento interno. A ausência de diagnósticos aprofundados, espaços de reflexão coletiva e ferramentas claras de planejamento resulta em ações fragmentadas, baixa continuidade entre gestões e menor efetividade dos programas, dificultando a geração de impacto consistente na aprendizagem e na gestão educacional.
O que fizemos
A MUVA realizou um levantamento aprofundado de dados para compreender o contexto educacional das secretarias, combinando análise de informações existentes com escuta ativa de gestores e equipes técnicas. A partir disso, conduziu oficinas participativas que permitiram às próprias secretarias realizar um autodiagnóstico de suas práticas, capacidades institucionais e desafios prioritários, promovendo alinhamento interno e maior clareza sobre seus objetivos estratégicos.
Com base nesses insumos, a MUVA facilitou a construção coletiva de teorias da mudança, conectando de forma estruturada as atividades, resultados e impactos esperados das políticas e programas. Por fim, apoiou a sistematização e redação dos documentos orientadores, consolidando diretrizes, estratégias e instrumentos de implementação em uma política coerente, prática e baseada em evidências.
Abordagem
A metodologia da MUVA integra análise de dados, facilitação participativa e estruturação técnica em um processo contínuo. Iniciamos com levantamento de dados e escuta de atores-chave para compreender o contexto e as práticas existentes. Em seguida, realizamos oficinas colaborativas que promovem o autodiagnóstico e o alinhamento de prioridades pelas próprias equipes das secretarias. A partir desses insumos, facilitamos a construção de teorias da mudança e, por fim, sistematizamos e redigimos os documentos, traduzindo o trabalho coletivo em políticas e programas claros, estruturados e orientados à implementação.
Resultados
Secretarias parceiras com planos de acção estruturados e capacidade técnica fortalecida para desenhar, monitorar e adaptar políticas educacionais. Processo participativo que gerou apropriação interna das ferramentas.
Por que importa
O trabalho vai além da entrega de uma política ou programa específico, pois fortalece a capacidade das secretarias para planear, implementar e avaliar as suas acções de forma mais estratégica e sustentável. Ao promover uma análise baseada em evidências, alinhamento interno e construção colectiva, o processo gera maior apropriação pelas equipas e aumenta as probabilidades de continuidade das iniciativas ao longo do tempo, mesmo diante de mudanças de gestão.
Além disso, contribui para a consolidação de uma cultura institucional mais orientada a resultados, aprendizagem e tomada de decisão qualificada, com potencial de influenciar outras políticas e áreas da gestão pública. O impacto é ampliado para além do projecto, fortalecendo sistemas educativos mais eficazes, coerentes e responsivos às necessidades dos territórios.
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Desenvolvimento e implementação do sistema de monitoramento, avaliação e aprendizagem do programa Rede Amazônia + Conectada implementada pela parceira Mais Unidos. O programa visa levar internet e formação profissional a milhares de pessoas que vivem em comunidades ribeirinhas em Juruti, no Baixo Amazonas.
O desafio
Desenhar um sistema de monitoramento e avaliação que focasse em aprendizagem e colocasse os participantes no centro do modelo.
O que fizemos
Desenvolvemos a Teoria da Mudança do programa, a tabela de indicadores e os questionários aplicados em linhas de meio e de fim durante as três fases de implementação do Rede Amazônia + Conectada. Para além disso, treinamos as equipes de coleta de dados em campo e analisamos os dados coletados.
Abordagem
Adoptámos a abordagem de MEL adaptativo da MUVA: sistemas de recolha de dados desenhados a partir das necessidades dos implementadores, com ciclos curtos de reflexão e adaptação. A Teoria da Mudança foi co-construída com a equipa e revisitada regularmente.
Resultados
Sistema de monitoramento e avaliação implementado e operacional, com indicadores alinhados à Teoria da Mudança. Questionários validados e aplicados em linhas de meio e fim de programa. Equipa do programa com maior capacidade de usar dados para adaptar a programação em tempo real.
Por que importa
Sistemas de M&A que colocam os participantes no centro geram dados mais relevantes e úteis. A abordagem MUVA demonstra que é possível conciliar rigor técnico e aprendizagem real mesmo em contextos de alta complexidade como programas de rede multi-actor.
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